O engenheiro agrônomo Gilberto Cervinski, coordenador do FAMA, fez fortes apelos no evento contra a mercantilização e a privatização da água, um processo que avança no evento oficial. O FMA visa influenciar as decisões de governos e outras instituições de governança quanto a leis e políticas públicas para água. Mas a lógica que orienta esses debates, de acordo Cervinski, é a mesma do sistema financeiro.
Cervinski é dirigente do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e concedeu entrevista ao site Deustch Welle, em que explica as diferenças de posicionamento entre os FAMA e o FMA. Sobre este último, ele diz: " Nós o chamamos de fórum das transnacionais. O objetivo deles já está definido desde 1992, com a Declaração de Dublin sobre Água e Desenvolvimento Sustentável, que é de privatizar a água".
O FAMA tem o apoio das organizações e movimentos sociais que se organizam em torno das bandeiras da Justiça Ambiental e Social e têve um lançamento prévio no dia 16 de março, no Fórum Social Mundial 2018, em Salvador -Ba.
Redação FNEConfira entrevista ao Deustch Welle