Nos últimos dez anos, os engenheiros do Rio Grande do Sul tiveram importante participação nas discussões e propostas para o desenvolvimento nacional, através do Projeto Cresce Brasil, lançado pela FNE em 2006. Agora, novamente são obrigados se mobilizar para reverter uma situação de crise que impacta diretamente a profissão, e em particular a engenharia civil.
O reconhecimento do papel fundamental do Senge-RS foi feito pelo presidente da FNE, Murilo Pinheiro, ao participar do 23° Congresso Brasileiro de Engenheiros Civis (CBENC), e registrar a preocupação com as obras paradas no Brasil e os exemplos no Estado. "No Rio Grande do Sul, há um estaleiro enorme com as obras paradas", apontou. "Precisamos retomar o papel da engenharia, atuando e participando ativamente das discussões da área tecnológica", apontou, lembrando que este tem sido um objetivo do movimento Engenharia Unida, lançado no ano passado, a partir dos debates sobre a grave crise que se apresentava. E que permanece".
O movimento Engenharia Unida cresceu a partir de um trabalho conjunto das entidades, conselhos, sindicatos, estudantes, dirigentes, "para debater e trazer propostas factíveis para saída da crise, voltar o protagonismo da engenharia, por mais oportunidades aos profissionais e cidadãos brasileiros".
A primeira saida, frisou Murilo, é cobrar a retomada das cinco mil obras paradas pelo governo federal. "Cada obra retomada traz desenvolvimento para o estado, para o local, gerando empregos, desenvolvimento industrial e social". Por estar em todas as áreas, "aengenharia civil é fundamental para retomada do crescimento"- disse.
Algumas estratégias são colocadas pela FNE e as entidades mobilizadas, entre elas a de não descuidar da formação e qualificação dos profissionais. "Temos a convicção de pensarmos na educação, crescimento e desenvolvimento, podemos contribuir para questões muito importantes para o país." Murilo citou as parcerias da federação e o Seesp com a Mutua Nacional e também o Instituto Superior de Tecnologia (Isitec), falculdade pioneira na engenharia de inovação e no falto de ser mantida por uma entidade sindical (o Seesp).
Outra posição na atual conjuntura política é de que o combate à corrupção seja feito sem desmontar as empresas. " Engenharia não ser pautada pela judicialização, sem a opinião técnica real da situação voltada à área tecnológica". Para os profissionais da área, participar fortemente do movimento Engenharia Unida é uma forma de ter voz na discussão sobre o País e os rumos da engenharia. " Precisamos nos fazer ouvir! Ocupar o espaço destinado à área tecnológica, que hoje não está sendo feito".
As entidades já estão atuando de forma conjunta no Congresso, com a criação e fortalecimento da Frente Parlamentar Mista da da Engenharia,para o debate da infraestrutura e desenvolvimento nacional e inserção das pautas do setor no legislativo, que tratam de temas importantes para a área tecnológica, como o conteúdo local, a Lei 8666, a carreira de estado, entre outros assuntos.
O 23° Congresso Brasileiro de Engenheiros Civis (CBENC) foi realizado nos dias 19 e 21 de julho, , com a presença de lideranças de engenharia, como o presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC), que promoveu o evento, Francisco Ladaga, e presidentes estaduais da entidade; a Coordenadora Nacionalde Câmaras do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Alice Helena Coelho Scholl, o presidente da Mutua nacional, Paulo Guimarães, Presidente do Senge-RS, Alexandre Mendes Wollmann, os driretores da FNE no RS, Tadeu Rodrigueze José Luiz Azambuja.