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Cursar engenharia ainda vale? Essa foi a pergunta que a jornalista Giane Guerra, da Rádio Gaúcha, fez ao presidente da FNE, Murilo Pinheiro, em entrevista sobre os resultados da pesquisa feita pelo Dieese, a pedido da federação, onde consta um total de  1.893 postos de trabalho na área fechados no Rio Grande do Sul. O levantamento considera os empregos com carteira assinada, que aparecem nos dados do Ministério do Trabalho.

Os dados de fato são preocupantes e estão exigindo um esforço da FNE e do Movimento Engenharia Unida de sensibilização de governantes e parlamentares para a importância de políticas públicas voltadas à superação da crise e à promoção do desenvolvimento. De 2014 até agora,  o número de vagas de engenheiros fechadas superou 48 mil. No Rio Grande do Sul, por exemplo, verificou-se um fechamento progressivo dos postos de trabalho. Em 2014, a baixa foi de 124 empregos; em 2015, o déficit saltou para 847; em 2016, o outros 773 foram fechados. E, em 2017, não há sinais de melhora.

Na entrevista, Murilo lembrou da espectativa da FNE, de que as demissões diminuíssem em 2017, o que não vem ocorrendo. E isto em função de fatores importantes como a paralisação  das obras públicas e privadas e a mudança na política de conteúdo local da Petrobras, privilegiando fornecedores do exterior em detrimento das empresas nacionais.

Conforme Giane Guerra repercutiu em sua rede social, chamando a atenção para os dados da pesquisa, "a área mais atingida é a engenharia civil. A mudança foi brusca. Em um momento, havia falta de profissionais e pouco tempo depois o mercado se fechou." Daí a pergunta feita ao presidente da FNE: para os jovens, ainda vale apostar na profissão? A resposta de Murilo foi bem clara, para não desanimar ninguém que esteja pensando em trilhar a profissão:vale! E isso porque não há alternativa para a busca do desenvolvimento nacional senão valorizar a profissão. "A engenharia está presente em tudo que se faz no país. Está na medicina, na economia, na tecnologia..."

E para quem olha com preocupação para a engenharia civil, que foi a mais afetada, ele aponta uma característica: a área " também  é a que tem a retomada mais rápida. Vai reagir assim que a economia melhorar.". Trata-se, portanto, de persistir no movimento Engenharia Unida pelas políticas de investimento e retomada das obras paradas, de valorização das empresas nacionais e de exigir políticas que ajudem o Brasil a sair da crise e buscar seu desenvolvimento.

Giane aproveitou a presença de Murilo em Porto Alegre, para a abertura, dia 19,  da 23ª ediçãoo Congresso Brasileiro de Engenharia Civil (CBENC).

Redação FNE

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