Protestos, greves e paralisações estão marcadas para esta sexta feira (30) contra as reformas trabalhista, da previdência, as terceirizações e os retrocessos que vive o País enquanto a crise política se aprofunda. Convocadas por centrais sindicais, as mobilizações serão marcadas por atos em diversas capitais, greve dos bancários, petroleiros e professores.
Em Brasília, motoristas, metroviários prometem parar por 24 horas. O trânsito será interditado na Esplanada, a partir da Rodoviária do Plano Piloto. Escolas estarão fechadas e os profissionais da sáude devem divulgar um mapa dos serviços a serem interrompidos. O Governo do Distrito Federal já informou que haverá corte de ponto dos grevistas. O Metrô-DF tentou impedir, na Justiça, que os trens parassem nos horários de pico, mas o pedido foi indeferido pelo TRT da 10ª Região.
Em São Paulo, metroviários deixaram para esta quinta a realização de sua assembleia. Contra a greve, aumentam as pressões. A pedido do Metrô, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou na quarta-feira, que 80% dos funcionários trabalhem em horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h), e 60% nos demais períodos. A multa pelo descumprimento será de R$ 100 mil.
O sindicato dos motoristas disse que manterá os ônibus circulando normalmente enquanto o Sindicato dos Trabalhadores Públicos na Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde) pretende fazer assembleias na própria sexta-feira, em hospitais e unidades de saúde.
As centrais marcarão o dia de protestos com atos. A CTB e a Força Sindical farão ato às 11h em frente à Superintendência regional do Trabalho, à Rua Martins Fontes. No final da tarde, a partir das 16h, haverá ato convocado pela CUT,no vão livre do Masp, na avenida Paulista (centro).
A FNE apoia os trabalhadores engajados nos protestos e paralisações desta sexta-feira e se soma às denúncias e mobilizações contra as reformas do governo e a perda de direitos em curso no Congresso Nacional.
Redação FNE.