O 3º Encontro Nacional pela Democratização de Comunicação, realizado em Brasília, entre 26 e 28 de maio, terminou dando lugar à 20ª Plenária do Fórum Nacional pela Democratização (FNDC), que aprovou uma agenda prioritária da entidade contendo seis principais pontos. Entre eles, está o compromisso em articular estratégias de diálogo com movimentos sociais e centrais sindicais. O FNDC deve ainda se envolver na construção do Fórum Social Mundial, programado para o período de 13 a 17 de março de 2018, em Salvador-Bahia, pautando a democratização da comunicação como eixo estratégico central
Uma das decisões do Fórum para ação imediata é a de fortalecer a Campanha Calar Jamais!, para se contrapor à censura e violência contra jornalistas e manifestantes constatadas no atual processo de repressão ao pensamento crítico. O FNDC denuncia o desmonte comunicação pública, iniciado com o ataque do governo à autonomia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Uma atividade estruturante do movimento de comunicação está na luta pela regulação dos meios de comunicação e, neste momento, a ordem é monitorar as outorgas de rádio e televisão, muitas delas nas mãos de políticos, já com vistas às renovações das concessões que vão acontecer em 2022, de acordo com novas leis criadas no governo Temer. Ao lado disto, o movimento mira o o poderio das telecomunicações, combatendo a entrega da infraestrutura para as empresas e defendendo a universalização do acesso à internet e a privacidades nas redes. É estratégico também para o movimento fortalecer a comunicação alternativa, comunitária e popular, campo em que a comunicação sindical se encontra, e o movimento pela promoção das mídias livres.
O 3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (3ENDC),que antecedeu a Plenária do FNDC, também emitiu uma Carta de Brasília, com as posições do movimento. O FNDC congrega mais de uma centena de entidades, que devem incorporar as orientações da Carta, bem como os eixos estratégicos, em suas ações no campo da comunicação.