No dia 22 de abril de 2017, cientistas e apoiadores no Brasil se juntam a pesquisadores e entusiastas de todo o mundo para marchar por mais por mais respeito, investimento e popularização da ciência. Manifestações estão programadas em mais de 300 cidades pelo mundo, entre as quais São Paulo, Rio de Janeiro e Natal, que já divulgaram seus itinerários. Entidades ligadas à ciência também estão fazendo suas convocatórias próprias, organizando atividades. A marcha brasileira terá como palavra de ordem comum a frase “Conhecimento sem cortes", denunciando o desmonte do sistema CT&I no Brasil.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) alerta para as várias ameaças ao setor, como mudanças em políticas públicas, redução e desvio de verbas e financiamentos públicos, que ignoram as prioridades científicas e tecnológicas da sociedade. O presidente da Academia de Ciências, Luiz Davidovich alerta “A crise não é só financeira, mas de desperdício de recursos. Grupos competentes vêm sendo financiados há anos ou até décadas e agora estão sob ameaça de desmonte.” Confira o artigo de Helena Nader, da SBPC, e Luiz Davidovich sobre o momento delicado e grave que a ciência passa no Brasil, neste link.
A Marcha pela Ciência pode ter grande impacto sobre os rumos do setor, como um instrumento para impedir o retrocesso da C&T iniciado com a fusão recente do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MC). As entidades denunciam o que contingenciamento recente de até 44% do orçamento destinado à Ciência e Tecnologia pode levar ao colapso toda a estrutura de desenvolvimento de pesquisa e inovação do país.
Entre as marchas já programadas estão as de: São Paulo, à partir das 14 horas no Largo da Batata; Rio de Janeiro, a partir das 10h no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista; Natal, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. As entidades organizadoras querem chamar a atenção de estudantes, professores, cientistas e pesquisadores, governantes e tomadores de decisão, e de toda a sociedade, sobre a necessidade de apoiar e preservar as instituições e a comunidade científica.
Redação FNE