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Cresce Brasil

A preservação, por meio de legislação específica, dos bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental ou mesmo de valor afetivo de um país é fundamental para manter viva a história daquele país enquanto Nação soberana.

Colégio Cristo Rei de Jacarezinho - PREm 17 de agosto celebrou-se no Brasil o Dia Nacional do Patrimônio Cultural (ou Dia do Patrimônio Histórico) para se reforçar a importância de se preservar o patrimônio histórico da Nação. A data foi criada em homenagem ao fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o advogado, jornalista e escritor mineiro Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969) que nasceu em 17 de agosto em Belo Horizonte (MG).


O Brasil possui uma série de exemplos de edifícios tombados de enorme valor histórico que contam sua história; sendo estes tombamentos atos necessários para se registrar o patrimônio histórico ou cultural por meio de legislação específica para preservá-los impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.


No Paraná, como em outros Estados do Brasil, existem diversos edifícios tombados que guardam a história do país para ser contada para as novas gerações e para o mundo. Tal é o caso da história da colonização do Norte do Paraná e mais especificamente da cidade de Jacarezinho.


O Norte do Paraná tem sua história fortemente relacionada com a expansão da cafeicultura que se iniciou no Estado a partir de 1860 quando cafeicultores paulistas ultrapassam o Rio Itararé. No período chegam na região, também, algumas famílias de Minas Gerais. Porém, naqueles primórdios a colonização não ultrapassou o Rio das Cinzas aquele que é o principal curso de água doce do chamado Norte Pioneiro do Estado do Paraná.


Em 2 de abril de 1900, pela Lei número 522, começava, oficialmente, a história da cidade paranaense que é considerada hoje a Capital Estudantil do Norte Pioneiro. Naquela data era criado o município de Nova Alcântara o qual, em 3 de março de 1903, pela Lei 471, passou a denominar-se Jacarezinho; sendo o nome Jacarezinho uma referência ao Rio Jacarezinho.


Jacarezinho soube aproveitar os benefícios trazidos pelo Ciclo do Café e passou a experimentar grande e rápido crescimento acumulando riquezas. O maior desenvolvimento da cidade se deu entre as décadas de 30 e 60. Com solo fértil, a terra roxa que é ideal para os cafezais, árduo e intenso trabalho dos seus citadinos transformou-se Jacarezinho em importante produtor de café do Brasil. Na década de 50 quando atingiu seu apogeu

Jacarezinho era polo de desenvolvimento agrícola de toda a região Norte do Estado do Paraná.


Depois do Ciclo do Café no Brasil, a economia de Jacarezinho voltou-se para a cana de açúcar. Até hoje parte da economia da cidade ainda está associada à produção agrícola e agropecuária tendo grandes pastagens e usinas de cana-de-açúcar instaladas. A partir de 1970 incrementou-se, porém, a produção de soja, algodão e trigo.


Hoje Jacarezinho faz parte da mesorregião Norte Pioneiro do Estado do Paraná. O Norte do Paraná está dividido em três mesorregiões. Devido ao seu pioneirismo e muitas histórias de sucesso Jacarezinho se transformou em acervo histórico do Estado do Paraná e importante centro econômico e polo cultural.


A cidade de Jacarezinho investiu, também, muito em Educação, Cultura e Arte e passando a ser famosa pela qualidade de suas Instituições de Ensino ficou conhecida como a “Capital Estudantil do Norte Pioneiro” do Paraná.


Para reconhecer esta importante vocação de Jacarezinho no campo da Educação a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, no final de 2020, o Projeto de Lei 503/20 que concede à cidade de Jacarezinho o título de “Capital Estudantil do Norte Pioneiro” do Estado do Paraná.


Atualmente, Jacarezinho, que tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) considerado alto (acima de 0,7), possui importantes Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) instaladas tais como: Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), IFPR (Instituto Federal do Paraná), UAB (Universidade Aberta do Brasil), Unibras (Centro de Pós-Graduação Estudos e Negócios), IAP (Instituto Ambiental do Paraná), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.), DER-PR (Departamento de Estradas e Rodagem), Parque Industrial, Sistema Fecomércio (Senac - Sesc), Sebrae, CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), BioFábrica, Sistema Fiep (Sesi – Senac), dentre outras.


É sempre importante ressaltar que dado o pioneirismo e a elevada qualidade do ensino o então Colégio Cristo de Rei de Jacarezinho passou a integrar, a partir de 8 de abril de 2015, o seleto conjunto de Instituições de Ensino tombadas pelo Patrimônio Histórico do Estado do Paraná.


A história do Colégio Cristo Rei, inaugurado em 19 de março de 1935, está intimamente associada tanto à cidade de Jacarezinho quanto ao Norte Pioneiro do Paraná tendo sido a “alma mater” de diversas importantes personagens que contribuíram para a história do Paraná e do Brasil.


Prezando sempre pela qualidade na formação de seus estudantes o então “Gymnásio Cristo Rei” coroava o incessante trabalho do Bispo italiano Dom Fernando Taddey (1867-1940) que não media esforços para trazer para Jacarezinho grupo de Padres Palotinos da Alemanha com experiência para melhor formar os jovens frequentadores daquela casa de ensino.


Dom Fernando Taddey, que venerava São Vicente Palotti (1795-1850), foi o primeiro Bispo de Jacarezinho e era da Congregação da Missão. Ordenado Bispo de Jacarezinho em 29 de junho de 1927 Dom Fernando Taddey faleceu em Jacarezinho aos 73 anos em 9 de janeiro de 1940. Durante seu bispado, que refletia o pensamento católico do começo do século XX, foi incansável para promover o desenvolvimento da cidade de Jacarezinho e para garantir a melhor instrução e educação das crianças. Foi responsável, também, pela fundação do Colégio Imaculada Conceição outra referência em ensino de qualidade. O Cristo Rei foi pensado inicialmente para atender os meninos enquanto o Imaculada Conceição era exclusivo para as meninas.


O Colégio Cristo Rei e a Escola Imaculada Conceição (ambos funcionando no regime de internato) foram referências em ensino de qualidade em todo o Estado e no Brasil e chamaram para viver em Jacarezinho personalidades de renome nacional incluindo membros da Família Imperial Brasileira.


Além das ICT e do seu perfil para a difusão e desenvolvimento do estudo e da pesquisa Jacarezinho tem sua majestosa Catedral Diocesana (Catedral Imaculada Conceição) a qual, além de imponente construção e de ser por si só uma bela obra arquitetônica e de arte, guarda em seu interior um rico acervo artístico que foi tombado, também, pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


O acervo artístico do interior da Catedral de Jacarezinho, de forma inovadora e ao mesmo tempo ousada, é constituído não de pinturas sacras como o tradicional recomendaria, mas é composto de arte mural modernista que procurou traduzir as culturas, realidade e costumes dos anos de 1950 daquela cidade fazendo, entretanto, estreita associação entre elementos sacros e os cidadãos da época.


Os enormes murais no interior da Igreja registram, em grande parte, os moradores da cidade, sem disfarces, que posaram para representar diversas das personagens bíblicas. Até hoje familiares reconhecem seus antepassados naqueles murais quando comparam fotos antigas.


As obras de arte da Catedral de Jacarezinho em forma de quadros murais cobrem cerca de 600m 2 e integram literalmente as paredes da Catedral estando distribuídos majestosamente no Pórtico, Nártex (Átrio), Nave Principal, Naves Secundárias, Transpecto, Capela de São Sebastião, Capela do Santíssimo, Presbitério e Altar-Mór.


O trabalho foi executado nos anos de 1950 pelo artista plástico porciunculense convidado Eugênio de Proença Sigaud (1899-1979) em colaboração com o, também, artista plástico botelhense José Waldetaro Moura e Dias (1935) que naquele período era um jovem morador de Jacarezinho e um promissor pintor.


Os painéis murais foram elaborados pelos dois artistas sobre diferentes suportes e pintados a óleo com cores quentes. Os grandes planos onde foram pintados os murais chegam a ter até 15 metros de altura e cujas figuras podem ter até 3 metros de altura. Um trabalho monumental cuja ousadia e intensidade sempre impressionam.


Cabe salientar que o artista plástico José Waldetaro Moura e Dias, católico, não apenas ajudou a pintar os quadros murais da Catedral de Jacarezinho como, também, sugeriu algumas das cenas no conjunto da obra interferindo de forma determinante no resultado da obra.


Os dois pintores, o mais velho fluminense (da cidade Porciúncula-RJ) e o mais novo mineiro (de Botelhos-MG), conservaram uma forte amizade e mesmo depois dos trabalhos executados na Catedral continuaram mantendo estreito contato contínuo um com o outro até a morte de Eugênio de Proença Sigaud, em 5 de agosto de 1979, na cidade do Rio de Janeiro.


Eugênio de Proença Sigaud, nascido em 2 de julho de 1899, foi convidado para pintar a Catedral de Jacarezinho pelo seu próprio irmão Dom Geraldo de Proença Sigaud (1909- 1999) que na época era o Bispo da Diocese de Jacarezinho.


José Waldetaro Moura e Dias, nascido em 15 de dezembro de 1935, era residente em Jacarezinho desde criança e tendo estudado no Colégio Cristo Rei desde cedo manteve relações de proximidade tanto com Dom Geraldo de Proença Sigaud quanto com o Clero da Diocese de Jacarezinho, uma Circunscrição Eclesiástica da Igreja Católica no Estado do Paraná.


Segundo contou o próprio José Waldetaro Moura e Dias, foi Dom Geraldo de Proença Sigaud que primeiramente o indicou para auxiliar o irmão na realização do trabalho artístico da Igreja uma vez que reconheceu no jovem José Waldetaro Moura e Dias qualidades artísticas associadas ao bom conhecimento da história da Religião Católica. Na época, com seus 19 anos, José Waldetaro Moura e Dias já se destacava em Jacarezinho com suas pinturas à óleo.


José Waldetaro Moura e Dias foi indicado para trabalhar nas pinturas da Catedral de Jacarezinho, também, pelo Padre Magno Sauter (1908-1959), que foi seu Professor de Matemática e Desenho do então Ginásio Cristo Rei o qual foi por diversas vezes Diretor do mesmo Colégio. O Padre Magno Sauter, respeitado e reconhecido como importante Professor do Colégio Cristo Rei, sempre reconhecia em José Waldetaro Moura e Dias a qualidade do detalhe na elaboração dos desenhos que executava em suas aulas de Desenho e por tal particularidade teria fortemente recomendado o jovem para trabalhar nas pinturas da Catedral.


O Bispo Geraldo de Proença Sigaud, por sua vez, acreditava que associando o dom da pintura e o fato de ser católico José Waldetaro Moura e Dias poderia, em muito, contribuir para ajudar o irmão na obra da Catedral dado que Eugênio de Proença Sigaud se declarava ateu convicto sendo, em dada medida, um leigo em questões religiosas.


Assim, José Waldetaro Moura e Dias ao mesmo tempo que aprimorava sua técnica aprendendo mais com o mestre Eugênio de Proença Sigaud contribuía na execução da monumental obra. José Waldetaro Moura e Dias chegou, também, a posar como modelo vivo para muitas das figuras em vários murais como, por exemplo, no Mural “o Sermão da Montanha”, seu perfil inconfundível está lá registrado para sempre.


No campo da técnica Eugênio de Proença Sigaud e José Waldetaro Moura e Dias tinham bem em comum a particular preferência pela arte figurativa e acreditavam na força que a pintura possui para registrar a história e para a aproximação social. Semelhante afinidade os fez trabalhar em conjunto arduamente na elaboração daquela grande obra. Dois homens de temperamentos fortes e de crenças diferentes que se irmanaram num trabalho monumental.


Há de se ressaltar, porém, que foi por sugestões do artista católico que algumas pessoas especificas da cidade foram escolhidas para serem retratadas nos murais por terem biotipos mais próximos de figuras bíblicas clássicas dado que José Waldetaro Moura e Dias, criado em família católica que bem conhecia a história do cristianismo, desde pequeno teve acesso às correspondentes imagens sacras. Neste sentido, então, as contribuições de José Waldetaro Moura e Dias para o conjunto da obra artística interna da Catedral de Jacarezinho foram determinantes indo bem além das ações do pintar, o que, conforme relatos, tranquilizavam Dom Geraldo de Proença Sigaud.


Dom Geraldo de Proença Sigaud, foi Bispo de Jacarezinho de 1947 a 1961 e Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Diamantina de 1961 a 1980. Na época de seu bispado em Jacarezinho se desenvolvia forte propagação da doutrina católica na formação cultural da população regional quando Estado e Igreja procuravam manter relações de aproximação mútua.


O mineiro de Belo Horizonte Dom Geraldo de Proença Sigaud, da Congregação do Verbo Divino, foi ordenado Bispo de Jacarezinho no dia primeiro de maio de 1947. Dentre seus feitos em Jacarezinho destaca-se, em particular, também, a criação da excelente Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Jacarezinho (Fafija) da qual foi seu primeiro Diretor, em 1960. A Fafija objetivava formar Professores para as Escolas da região dado que quem nascia em Jacarezinho naquela época se não saísse da cidade para estudar fora só tinha duas opções na vida: ou o comércio ou a agricultura. A Fafija foi integrada à Uenp em 2006.


Embora a conclusão arquitetônica da Catedral de Jacarezinho tenha forte influência de Dom Geraldo de Proença Sigaud, o projeto original da obra foi elaborado pelo arquiteto paulista Benedito Calixto de Jesus Neto (1906-1972). A construção possui traços do estilo românico e foi edificada no formato de basílica com pilares. Tendo o formato em cruz a Catedral mede 67 metros de comprimento por 22 metros de largura.


O acervo artístico no interior da Catedral é formado por um conjunto de 43 (quarenta e três) pinturas murais emolduradas e por um painel emoldurado sem figura alguma lá pintada. Naquele espaço era para ser pintado um mural representando a “Ressureição” o qual seria o último mural do conjunto. Todavia, ao que parece, devido a um desentendimento entre os dois irmãos o espaço ficou lá sem que fosse completado.


Cada mural pintado conta uma história bíblica com visão modernista e que reflete a forte interação entre os dois pintores. Tempos depois do encerramento dos trabalhos o artista de Botelhos foi convidado várias vezes para completar a obra, mas não aceitou os convites.


Além dos painéis pintados as paredes internas da Catedral receberam, também, distintos ornamentos estilizados lembrando referências à simbologia cristã como peixes, estrela de Davi, ramos de palmeiras, flor de Liz, dentre outros. São identificados, ainda, ramos de café que estão lá por toda parte para lembrar os gloriosos e ricos tempos da cafeicultura na região.


Cabe pontuar, entretanto, que foi Dom Ernesto de Paula (1899-1994), antecessor de Dom Geraldo de Proença Sigaud como Bispo de Jacarezinho, quem colocou a pedra fundamental da Catedral de Jacarezinho no dia 19/07/1942, embora muito antes já se teria a intenção de se construir uma Igreja com o porte da Catedral atual.


A inauguração da Catedral, entretanto, foi realizada apenas em 08 de outubro de 1949 por Dom Geraldo de Proença Sigaud mesmo ainda incompleta e tendo muito por fazer. O projeto inicial de construção da Catedral era para ser em estilo moderno, mas como o gosto de Dom Geraldo de Proença Sigaud tendia mais para estilo colonial foram feitas algumas modificações na arquitetura original, mas somente naquilo que era possível mudar o que deu à Catedral um estilo próprio.


Observe-se, também, que as estátuas internas e externas que fazem parte da Catedral de Jacarezinho são de autoria do escultor espanhol Silvestre Blasco i Vaqué (1887-1976), nascido na pequena cidade da Catalunha chamada Torroja Del Priorat, que viveu e trabalhou no Chile, Argentina e Estados Unidos e que, entre 1955 e 1961, estabeleceu-se em Jacarezinho. Silvestre Blasco deixou a Catalunha aos 20 anos e se tornou um itinerante pelo mundo tendo até sido apelidado de "trotamundos" ("viajante" ou "aventureiro").


Para o interior da Catedral de Jacarezinho Silvestre Blasco elaborou sete grandes imagens policromadas a partir da madeira bruta. Blasco talhou imagens representando Santa Terezinha do Menino Jesus, Santo Antônio de Pádua, São Sebastião, São José, São Vicente Palotti, o Sagrado Coração de Jesus e a Imaculada Conceição.


Para a fachada da Catedral Silvestre Blasco esculpiu quatro imagens em pedra que estão perfiladas no balcão central externo da Catedral e que medem três metros e meio de altura e representam Moisés, São Pedro, São Paulo e o profeta Elias. Talhou, também, com quatro metros de altura, a imagem da Imaculada Conceição olhando para o céu que está centralizada mais acima do balcão central.


Coube a Silvestre Blasco a elaboração, também, das esculturas de madeira da Capela do Palácio Episcopal de Jacarezinho. Em ambos os locais suas belas esculturas fogem muito ao tradicional das figuras sacras. Aquelas estátuas apresentam um excesso de vestes e parecem mais corpos de seres humanos que de santos.


Seguindo a tradição espanhola são verificadas nas estátuas da Catedral de Jacarezinho os princípios do verismo e da expressividade emocional de forma que se assemelham (intencionalmente) muito com pessoas embora exista, também, uma áurea de leveza e santidade naquelas obras. Muitas pessoas da cidade da época são reconhecidas naquelas estátuas.


Embora Silvestre Blasco tenha sido o grande artista responsável pela execução das estátuas da Catedral Diocesana de Jacarezinho conta-se que ele foi ajudado por outros dois artistas. O pintor Valentín Blasco (1920-1967), um dos filhos de Silvestre Blasco, ajudou a executar aquelas belas estátuas sendo a ele atribuído o policromar das imagens talhadas pelo pai.


Cabe ressaltar que Valentín Blasco elaborou, também, todos os 14 quadros que compõem a via-sacra da Catedral de Jacarezinho representando as 14 estações que descrevem o caminho que Jesus de Nazaré percorreu, carregando a cruz, do Pretório até o Calvário.


O outro artista que ajudou Silvestre Blasco talhando a madeira bruta para tirar a parte mais pesada para facilitar o trabalho de esculpir de Silvestre Blasco foi o escultor que os moradores da época diziam se chamava “Pablo” mas sobre quem, infelizmente, não se tem maiores informações.


Após o término dos trabalhos na Catedral de Jacarezinho Eugênio de Proença Sigaud e José Waldetaro Moura e Dias seguiram caminhos distintos e não trabalharam mais juntos. O primeiro retornou para a cidade do Rio de Janeiro e o segundo fixou-se anos depois em Curitiba-PR. O catalão Silvestre Blasco após concluir seu projeto em Jacarezinho realizou alguns trabalhos na Arquidiocese de Londrina-PR, depois mudou-se para São Paulo e em janeiro de 1972 voltou com a família para a Espanha falecendo em Barcelona no ano de 1976.


Jacarezinho conta, entretanto, com outras construções tombadas como é o caso das Estações Ferroviárias (exemplo de materialização do passado da cafeicultura) e do Distrito de Marques dos Reis (intimamente ligado à implantação da estrada de ferro), mas estas são outras histórias importantes a contar.


Um país que preserva seu Patrimônio Nacional além de garantir para as gerações futuras viva a história de sua cultura, arte, tradições, costumes, religião e as características de seu povo possibilita promover a soberania nacional. Que a cada Dia Nacional do Patrimônio Histórico seja renovada a consciência de se preservar os patrimônios do Brasil.

Carlos Magno Corrêa Dias

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