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Movido pelo compromisso com o desenvolvimento do Estado e respaldado por seu senso de responsabilidade técnica e social, o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) elaborou a Pauta Mínima 2026 como  contribuição programática aos candidatos ao Governo do Estado.

EleicoesPautaSindical imagemJá é uma prática tradicional da entidade em anos eleitorais, e reflete o compromisso em elevar o nível do debate público e enriquecer as propostas de gestão com diretrizes de longo prazo. Para o Senge-RS, a Engenharia desempenha uma função social indispensável, sendo a atividade técnica responsável por planejar, coordenar e viabilizar a infraestrutura logística e urbana, a produção industrial e agropecuária, a segurança ambiental e as matrizes de energia e tecnologia que dão suporte e proteção à população.

Em seu documento, o sindicato propoe a articulação e a definição de responsabilidades integradas entre o poder público, a iniciativa privada, a academia (universidades e institutos) e a sociedade civil organizada. É urgente reestruturar as instituições estaduais de planejamento, blindar o orçamento técnico e reduzir a fragmentação de recursos promovida por emendas parlamentares sem transparência, assegurando que o orçamento público atenda às reais prioridades estruturantes do Rio Grande do Sul.

Confira o documento

 

 

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Planejamento de longo prazo, infraestrutura resiliente, valorização dos quadros técnicos, inovação, agricultura, saneamento, gestão dos recursos hídricos e transição energética estão entre as prioridades apresentadas pelo Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) na Pauta Mínima – Eleições 2026.

O documento reúne recomendações da Engenharia aos candidatos ao Governo do Estado e busca contribuir para o debate sobre os desafios estruturais do Rio Grande do Sul e as políticas públicas necessárias para enfrentá-los.

A elaboração da Pauta Mínima é uma prática consolidada do SENGE-RS em anos eleitorais. A iniciativa começou em 2012, nas eleições municipais de Porto Alegre, e posteriormente foi ampliada para outros municípios e para as eleições estaduais, a partir de 2014. Desde então, o Sindicato leva aos candidatos contribuições construídas sob a perspectiva técnica da Engenharia.

Na edição de 2026, o documento resulta de meses de debates e da colaboração de engenheiros de diferentes modalidades e áreas de atuação. O ponto de partida é um Rio Grande do Sul que ainda enfrenta os efeitos dos eventos climáticos extremos dos últimos anos e, ao mesmo tempo, precisa avançar em infraestrutura, desenvolvimento produtivo, inovação e preparação para novos riscos.

Para o SENGE-RS, esse cenário exige planejamento de Estado, continuidade das políticas estruturantes e maior participação do conhecimento técnico nas decisões públicas.

O que propõe a Pauta Mínima 2026

As recomendações estão organizadas em oito grandes eixos.

Governança estratégica e valorização profissional
O Sindicato defende o fortalecimento da capacidade de planejamento de longo prazo do Estado, a preservação das funções técnicas exercidas por profissionais concursados, a valorização das carreiras de Engenharia, o cumprimento do Salário Mínimo Profissional e medidas de combate à precarização das relações de trabalho e à pejotização irregular.

Infraestrutura, mobilidade e logística resiliente
Entre as propostas estão a recuperação e ampliação da infraestrutura ferroviária, o aproveitamento do potencial hidroviário e portuário gaúcho, a continuidade dos investimentos rodoviários e aeroportuários e a revisão dos parâmetros de Engenharia utilizados em obras diante dos novos cenários climáticos. O documento também propõe uma política estadual de inspeção de pontes, viadutos e passarelas e avaliações sobre concessões e sistemas de pedágio.

Indústria da inovação, semicondutores, IA e dados
A Pauta aponta oportunidades para consolidar o Rio Grande do Sul como polo da cadeia de semicondutores, estimular a instalação de data centers e ampliar a infraestrutura de telecomunicações. Também propõe o uso de inteligência artificial, sensores, análise de dados e outras tecnologias em atividades como agricultura de precisão e monitoramento da produção.

Agropecuária e agricultura familiar
O fortalecimento da agricultura familiar, da assistência técnica e da extensão rural ocupa espaço importante no documento. Entre as recomendações estão a revitalização da EMATER-RS/ASCAR, políticas de irrigação, estímulo aos bioinsumos, integração dos canais de comercialização e retomada de programas de manejo de solo e água por microbacias.

Saneamento e resíduos sólidos urbanos
O SENGE-RS propõe fortalecer a governança e a fiscalização do saneamento, acompanhar o cumprimento das metas previstas nos contratos de concessão, ampliar a capacidade técnica da AGERGS e desenvolver soluções específicas para pequenas cidades e áreas rurais. A Pauta também aborda coleta seletiva, compostagem e encerramento de lixões e aterros controlados.

Recursos hídricos e planejamento territorial
As bacias hidrográficas aparecem como referência central para o planejamento do território. Entre as propostas estão a atualização dos planos de bacia, o mapeamento de áreas sujeitas a inundações e deslizamentos, a criação de um fundo permanente para obras de adaptação climática e o fortalecimento de equipes técnicas voltadas à prevenção de riscos.

Meio ambiente e matriz energética sustentável
A ampliação da geração distribuída de energia, a transição para fontes de menor impacto ambiental e o fortalecimento da FEPAM estão entre os pontos defendidos. O documento também propõe discutir novos usos para a infraestrutura do Polo Naval de Rio Grande, especialmente em projetos relacionados à transição energética, e reforça a necessidade de rigor técnico no licenciamento de grandes empreendimentos.

Educação, formação e retenção de talentos em Engenharia
A Pauta propõe políticas para combater a evasão nos cursos de Engenharia, ampliar oportunidades de formação pública no interior e aproximar universidades, poder público e setor produtivo. Também recomenda que temas como riscos socioambientais, mudanças climáticas e soluções baseadas na natureza tenham maior presença na formação dos futuros profissionais.

Ao apresentar a Pauta Mínima, o Senge-RS reafirma a defesa de uma relação permanente entre poder público, setor produtivo, universidades, entidades técnicas e sociedade civil na construção das políticas para o Estado.

Para o Sindicato, reconstrução, desenvolvimento econômico e adaptação às mudanças climáticas dependem de decisões estruturantes, continuidade administrativa e valorização do conhecimento técnico.

ACESSE AQUI A PAUTA MÍNIMA ELEIÇÕES 2026