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A FNE participou nesta segunda-feira (24/8) de reunião da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que discutiu alternativas para aumentar a resiliência das redes de distribuição diante dos eventos climáticos extremos.

CarlosKirchner

Representada pelo engenheiro Carlos Augusto Kirchner, a FNE contestou o entendimento de que os contratos de concessão garantiriam ampla liberdade às distribuidoras para definir os padrões construtivos das redes. Ele argumentou que essa prerrogativa não é absoluta e deve estar subordinada à obrigação das empresas de prestar serviço adequado e adotar tecnologias atualizadas.

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 A Federação não defendeu a imposição do enterramento das redes ou de uma tecnologia específica, mas a definição de padrões mínimos de qualidade e a substituição gradual de soluções consideradas obsoletas, especialmente as redes aéreas convencionais com condutores nus. Conforme apontado pela entidade, essas estruturas apresentam desempenho inferior ao das redes compactas e estão mais sujeitas a interrupções e acidentes.

A posição foi apresentada durante a análise da Aneel sobre possíveis mudanças na regulamentação. A área técnica da agência recomendou, inicialmente, a manutenção das regras atuais, pelas quais cabe às distribuidoras decidir entre redes convencionais, modelos mais robustos ou sistemas subterrâneos. A proposta será submetida a consulta pública de 27 de agosto a 12 de outubro.