Avanço tecnológico em áreas como biodigestores e sistemas híbridos permite ampliar o acesso à eletricidade em áreas remotas
Em Vila Restauração, comunidade às margens do rio Tejo, no Acre, a energia elétrica ficava disponível por apenas três horas por dia, tempo de funcionamento do gerador a diesel. Depois disso, a comunidade voltava a ficar no escuro. Alimentos deixavam de ser refrigerados, o posto de saúde enfrentava dificuldades para conservar vacinas e medicamentos e boa parte das atividades econômicas era interrompida. Hoje, uma usina que reúne painéis solares, baterias de íons de lítio e geradores movidos a biodiesel garante energia 24 horas por dia.
A implantação do sistema exigiu investimento de R$ 20 milhões e uma operação logística complexa. Cerca de 200 toneladas de equipamentos seguiram por rodovias e rios amazônicos até chegar à comunidade, em uma viagem que incluiu mais de sete dias de navegação. “A principal lição é que levar energia de qualidade a áreas remotas exige soluções desenhadas para a realidade de cada território”, afirma Gabriel Mussi, diretor de grandes clientes da (re)Energisa, empresa do grupo Energisa para transição energética e responsável pelo projeto.
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Foto nesta página: Pixabay