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Investimentos de mais de R$ 131 milhões para despoluir os principais rios e igarapés da bacia hidrográfica do Baixo Acre foram anunciados na sexta-feira, pelo governador Gladson Cameli, durante o lançamento da Comissão Multidisciplinar de Estudos para Despoluição do Rio Acre, dos Igarapés São Francisco e Maternidade e das Bacias Hidrográficas, a Codespo. Os recursos virão de emendas ao Orçamento Geral da União apresentadas pelo senador Márcio Bittar e pela deputada federal Vanda Milani e de recursos do banco alemão de investimentos KfW.

Murilo Pinheiro, no lançamento da CodescoO evento realizado na sexta-feira (8), na Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), foi prestigiado pelo presidente da FNE, Murilo Pinheiro,  que enfatizou a importância da união em torno da engenharia no atual momento brasileiro, e da necessidade de dotar o país de órgãos técnicos permanentes de engenharia de manutenção. O governador lembrou uma ocasião em que esteve com Murilo, buscando sugestões relativas à engenharia, e dos seus compromissos atuais com investimentos em infraestrutura. " Sem ela não tem emprego, não tem saneamento e qualidade de vida da população" - disse Cameli. 

A bacia hidrográfica do Baixo Acree compreende a capital, Rio Branco, e os municípios de Senador Guiomard e Porto Acre. Além da despoluição do igarapé São Francisco, o governo se compromenteu com a realização de obras em três estações de tratamento de esgoto: a do Canal da Maternidade, a da Conquista e da Fundação Hospitalar do Estado do Acre, para eliminar o despejo de degetos no Rio Acre. Um sistema de controle e regularização de evasão do rio Acre deverá ser construído. Também está previsaa a contenção e urbanização da orla do bairro Quinze,  no segundo sistrito de Rio Branc

O lançamento da comissão teve início com a palestra do sendor Márcio Bittar sobre desenvolvimentoeconômico sustentável para a região, na qual apontou entraves burocráticos e lamentou que parte da sociedade civil acredite que não se pode tocar na floresta. O governador acreano, alinhado à política do governo Bolsonaro, mostrou a mesma preocupação, e ressaltou que a política ambiental de seu governo “não é contra a floresta em pé, mas contra a demagogia de que manter a floresta é esquecer que é preciso gerar emprego e renda”. 

A FNE também esteve representada pelo seu diretor, o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Acre (Senge-Ac) Sebastião Fonseca, que é diretor-presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação do Acre e um dos integrantes da Codespo. Ele se mostrou otimista com a nova política no Brasil e no Estado, cumprimentando os dois governos. Lembrou também que a regularização da vazão do Rio Acre precisará de soluções de engenharia que serão buscadas.  O presidente da Mutua, Paulo Guimarães, manifestou o  apoio da Mútua, como braço social do sistema Crea-Confea,  aos trabalhos da Codespo.

Além Sebastião Fonseca, a comissão multidisciplinar é integrada pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Israel Milani; pelo presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre, André Hassem, e ainda pelo presidente do Departamento Estadual de Água e Saneamento, Zenil Chaves, e o secretário de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano, Thiago Caetano. Estiveram ainda presentes ao evento a secretária de Gestão Administrativa, engenharia Maria Alice e a coordenadora do Núcleo Jovem da FNE, Marcellie Dessimoni.

Foto de Meg Vicente

Na foto, Paulo Guimarães, Murilo,  Gladson Cameli, Márcio Bittar,  Maria Alice, Sebastiao Fonseca, Carminda Pinheiro e Marcellie Dessimoni. Foto: Meg Vicente

Redação FNE