O Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) está fazendo um levantamento sobre as emissões de mercúrio nas atividades de mineração de ouro em pequena escala no Brasil. O trabalho faz parte do esforço do governo brasileiro para cumprir a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, da qual o país é signatário, que pretende reduzir as emissões e eliminar o uso do mercúrio, para proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos nocivos dessa substância.
Segundo a pesquisadora Zuleica Castilhos, do Cetem, o levantamento, feito a pedido do Ministério do Ministério Meio Ambiente (MMA), vai ajudar a descrever o atual cenário dos garimpos de ouro. O trabalho já começou nos estados com maior produção: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amapá. Os garimpos da Bahia também serão analisados.
“A grande vantagem deste trabalho é que ele está sendo feito em campo. Acompanhamos os processos produtivos de áreas importantes na produção da pequena mineração de ouro. O que se faz é um balanço do que é utilizado e do que é perdido nos processos para todos os compartimentos ambientais – água, solo, sedimentos e atmosfera”, explicou.
Em parceria com órgãos públicos estaduais e municipais e cooperativas de garimpeiros, um grupo de pesquisadores já visitou garimpos do Mato Grosso, Pará e Amapá. “Agora, estamos organizando nossa expedição para o estado de Rondônia e vamos finalizar com a Bahia”, acrescentou Zuleica.
O levantamento do Cetem deve ser concluído em novembro, e o relatório final será entregue ao MMA. Para a pesquisadora, a perda de mercúrio para o meio ambiente, sobretudo para a atmosfera, pode ser reduzida com a adoção de novas tecnologias.
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