Em celebração aos 75 anos da fundação do Senge-RS, o presidente da FNE, Murilo Pinheiro e o presidente do Crea-RS, Melvis Barrios Junior, abriram hoje, ao lado presidente do sindicato, Alexandre Wollmann, o seminário "Tecnologia, Inovação e Soberania".
Voltado a ampliar, com foco em cases da indútria nacional, a reflexão sobre a educação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, o seminário busca destacar o investimento nessas áreas como meio para que o país deixe a condição de dependente da exportação de commodities. Wolmann apresentou o evento lembrando a necessidade de debater o grandes problemas e desafios que o Brasil enfrenta hoje e que atingem grandes empresas nacionais como a Petrobras. A Engenharia busca olhar para suas próprias experiências, êxitos e dificuldades para enfrentar os desafios atuais.
Murilo destacou a importância da mobilização da engenharia por soluções e saídas da crise atual no Brasil e explicou os papéis do programa Cresce Brasil, da FNE, e as dinâmicas do movimento Engenharia Unida, liderado pela federação e que reúne academia, conselhos, sindicatos de trabalhadores e patronais e empresas na retomada do crescimento. Ele defendeu a união dos engenheiros e profissionais da área tecnológica, convidando os participantes do seminário a integrarem o movimento. Sobre o modo de atuar em conjunto para enfrentar a delicada situação brasileira sob crise política e econômica, Murilo lembrou que as ideias discutidas no seminário, somadas aos debates nacionais e regionais do movimento Engenharia Unida, podem subsidiar propostas factíveis para o País, buscando a volta do protagonismo do engenheiro para a defesa e fortalecimento da soberania nacional.
Para traçar um panorama, as entidades organizadoras do seminário convidaram especialistas em temas de grande participação da Engenharia, como a construção civil, a pesquisa agropecuária, a tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas e os rumos do pré-sal. Alguns cases relacionados à importância do investimento na área foram incluídos com destaque, começando pela aula magna proferida pelo engenheiro Ozires Silva, que trata do Desenvolvimento da Indústria Nacional apresentando o exemplo, sob sua gestão, da Empresa Brasileira e Aeronáutica (Embraer), em São José dos Campos. Também compuseram a programação dos exemplos brasileiros os engenheiros Luiz Antonio Antoniazzi (Case Cientec), Bernadete Radin (Case Fepagro) e Ricardo Maranhão (Case Petrobrás)
Para o presidente do Crea-RS, o conhecimento tecnológico é um grande diferencial no mundo atual. Por isso, a engenharia e a tecnologia constituem um caminho possível para o desenvolvimento e o posicionamento do Brasil na economia mundial. Os temas do seminário demonstram, na sua visão, o comprometimento da engenharia com as necessidades nacionais.
O evento também aborda o papel das fundações estaduais de pesquisa tecnológica para o desenvolvimento, a qualidade do ensino da Engenharia, sua relação com a pesquisa aplicada e a tecnologia, bem como o papel dos parques tecnológicos neste cenário. Do mundo acadêmico e tecnológico foi representado pelo geógrafo Iván G. Peyré Tartaruga, da Fundação Economia e Estatística (FEE). os professores. Mauricio Mancio, Eduardo Giuglian (Anprotec)i, Renato Oliveira (Anprotec) e Carlos Moraes (Unisinos). Murilo relatou no seminário a proposta do Isitec, que oferece cursos de graduação em Engenharia e Inovação, contribuindo para novas abordagens do ensino de engenharia. Wollman destacou a participação dos jovens, como as futuras gerações da engenharia nacional a contribuir na superação dos desafios enfrentados hoje.
O seminário ocorre no teatro do Prédio 40 da PUCRS.
Confira também o video sobre o Senge-RS 75 Anos
Redação FNE, com informações e fotos de Paula Bortolini