Imprimir

 O presidente da FNE, Murilo Pinheiro, participou na manhã desta quarta-feira 26),  do Painel de abertura do Seminário de Formação Sindical do Senge-RS e chamou a atenção para o desmonte das políticas de incentivo ao desenvolvimento nacional, contra o qual os engenheiros estão se organizando em todo País no movimento  Engenharia Unida. Ao defender a reindustrialização, Murilo disse que o momento requer a mobilização dos profissionais pela retomada do protagonismo da Engenharia e dos profissionais da área da Tecnologia nos rumos do País. Ele também convocou a categoria a somar-se à convocatória das paralisações e atos de 28 de Abril, contra terceirização, as reformas trabalhista, previdenciária e sindical. Ele entatizou que  "a sociedade precisa se manifestar contra as maldades propostas pelo governo" e expressou a convicção de que Engenharia Unida deve contribuir para um Brasil melhor, com mais oportunidades de emprego, qualidade de vida e justiça social.

O engenheiro  Alexandre Mendes Wollmann, presidente do Senge-RS, disse que o sindicato tem o papel de sensibilizar a categoria para enfrentar o momento difícil e complicado que passa o país e as votações no Congresso Nacional. Disse esperar que o seminário de formação  propicie  reflexões e mais unidade e conscientização quanto às ameaças que estão sendo feitas aos trabalhadores. Ele destacou a presença importante da FNE junto ao sindicato, e suas contribuições à sociedade, inclusive os materiais produzidos pela Federação sobre os movimentos Engenharia Unida e Cresce Brasil, disponibilizados aos participantes do curso e filiados.

O presidente do CREA - RS, Melvis Barrios Juniori, destacou o desmonte da infraestrutura do país, que está afetando totalmente a engenharia e a área tecnológica. Criticou o favorecimento ao capital estrangeiro e a venda das empresas nacionais, de forma entreguista.  Para ele, engenheiros e lideranças precisam puxar o debate e alinhar as ações, com capacidade de organização e pressão, para impedir que a engenharia seja arrastada pelas forças contrárias ao desenvolvimento. Ele apontou movimento da engenharia unida com um exemplo a seguir para o enfrentamento dos ataques à engenharia.

O painel também abordou a trajetória do projeto Cresce Brasil,da FNE. Murilo relembrou que o nome surgiu exatamente no Rio Grande do Sul, dando início a uma história de mais de 10 anos de trabalho, debates, apresentando propostas factíveis a candidatos e a governantes. "Não adianta somente criticarmos. É fundamental que também tenhamos propostas", disse.  Ele também destacou que o movimento da Engenharia Unida, lançado em 2016,  dá continuidade a  esse projeto da FNE, que foi se ampliando para agregar entidades de todo o Brasil, entre sindicatos, conselhos, empresas, academia, estudantes, profissionais.

Desse processo de mobilizações e contribuições à sociedade, Murilo destacou a parceria com o Seesp na criação do Isitec, pioneiro na educação oferecida por uma entidade sindical, e que oferece o único curso de graduação em Engenharia de Inovação no Brasil. Também lembrou do alcance da CNTU, que congrega outras categorias em ações conjuntas com os engenheiros.

Redação FNE, com informações de Paula Bortolini