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Uma preocupação que mobiliza a FNE e toda "Engenharia Unida" é matéria de capa da edição de março do jornal Engenheiro. A redução,pela metade, do percentual de conteúdo local nas contratações pelas empresas que participarão dos próximos leilões de gás e petróleo, conforme anunciado pelo governo, precisa ser revertida . Para o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, a mobilização deve ser intensificada.

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O jornal tráz também  entrevista, o presidente do Conselho de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), César Prata, sobre o assunto. As perspectivas, nesse quadro, são sombrias e podem significar  o acréscimo de 1 milhão de desempregados, razão pela qual ele considera a decisão do governo como um "crime de lesa-pátria”. 

Os trabalhadores mais pobres já estão pagando pela crise através da redução da margem de isenção do  Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Isso foi obtivo pela deliberada defasagem de 83% na tabela do imposto. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se fosse feita a correção, a faixa de isenção, hoje em R$ 1.903,98, seria elevada para R$ 3.486,25.

Enquanto isso, o Projeto de Lei da Câmara 79/2016, que altera a Lei Geral de Telecomunicações, deve beneficiar ainda mais as empresas do setor, se não for barrado no Parlamento. Entre outros problemas, as operadoras não precisarão devolver à União bens reversíveis no valor de R$ 105 bilhões.

Enenheiro mostra também a situação crítica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), cujo orçamento caiu de R$ 204 milhões em 2010 para R$ 110 milhões em 2016.

Confira ainda, na edição de março,notícias dos senge nos estados de Goias, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Engenheiro - Março de 2017