A escassez da água já afeta 40% das pessoas no mundo e deve se agravar em razão das mudanças climáticas. E para aflição da humanidade, apesar dos enormes mananciais, apenas 3% da água existente é potável, embora mais da metade disso esteja congelada nos polos. Transformar água usada em boa novamente para uso é uma questão de sobrevivência humana, especialmente nas grandes cidades ou nas regiões de baixo ou nenhum sistema de saneamento.
Ao tocar em um dos mais graves problemas ambientais e de saúde enfrentados no planeta, uma jovem brasileira venceu o desafio global Sndvik, que premia ideias inovadoras para o uso de grafeno. A engenheira de materiais Nadia Ayad, recém-formada pelo Instituto Militar de Engenharia (IM/E) apresentou um projeto com uso do produto, que é uma das formas cristalinas do carbono, 200 vezes mais resistente que o aço, em dispositivos de filtragem e sistemas de dessalinização. Seu projeto busca assegurar água potável nas moradias, de forma eficaz e sustentável e, além disso, com redução significativa dos custos do tratamento.
Seus planos agora são de fazer doutorado em alguma instituição nos Estados Unidos e na Inglaterra. Ao estudar em universidades estrangeiras, a brasileira diz encontrar mais oportunidades e recursos para suas pesquisas, que se somam ao que é feito de bom no Brasil. Sua experiência internacional começou graças a um intercâmbio na graduação viabilizados pelo programa Ciência sem Fronteiras, onde trabalhou no desenvolvimento de um polímero capaz de substituir válvulas cardíacas. O projeto de Nadia Ayad para o PhD tratou do uso de biomateriais para induzir as células-tronco a formar tecidos como os das cartilagens, por exemplo, em versão 3D.
O desafio Sandvik é promovido por uma companhia sueca, presente em mais de uma centena de países, formando um grupo baseado em engenharia de alta tecnologia e líder mundial em ferramentas, tecnologia de materiais, mineração e construção.
Redação FNE, com site Estudar Fora