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Nzambi MateeNzambi Matee, engenheira de 29 anos, inovou ao transformar “lixo em dinheiro” com a criação de tijolos resistentes, sustentáveis e de baixo custo a partir de resíduos de plásticos reciclados e areia.

A fábrica de Matee, “Gjenge Maker”, em Nairóbi, Quênia, produz atualmente cerca de 1.500 tijolos por dia, em diferentes tamanhos e cores. “Nosso produto é quase cinco a sete vezes mais resistente que o concreto”, afirma.

Ela conta que montou sua fábrica depois que ficou cansada de ver a poluição ocasionada pelo plástico. “Resíduos plásticos não são apenas um problema do Quênia, mas é um problema mundial. Aqui em Nairóbi, geramos cerca de 500 toneladas métricas de lixo plástico todos os dias e apenas uma fração disso é reciclada”, ressalta Matee em vídeo.

O lixo utilizado na produção dos tijolos vem gratuitamente de fábricas de embalagens, Matee paga apenas pelo plástico que obtém de outros recicladores.

Pela iniciativa, a jovem engenheira foi premiada como Young Champions of the Earth 2020, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (original em inglês Unep – United Nations Environment Programme).

Plástico e areia

Os tijolos são feitos a partir de uma mistura de diferentes tipos de plástico.

São eles: polietileno de alta densidade, usados ​​em frascos de leite e xampu; polietileno de baixa densidade, muitas vezes usado para sacos de cerais ou sanduíches; e polipropileno, usado em cordas, tampas e baldes.

Os resíduos plásticos são misturados à areia, aquecidos e depois comprimidos em tijolos, que são vendidos a preços variados, dependendo da espessura e da cor.

Os tijolos cinza, mais comuns, custam $ 850 xelins quenianos, cerca de R$ 40,00, por metro quadrado, por exemplo. A engenheira, que antes da Gjenge Maker atuou na indústria do petróleo e como analista de dados, projetou suas próprias máquinas.

Ela conta que a fábrica reciclou 20 toneladas de resíduos de plástico desde sua fundação em 2017. Agora, a queniana planeja adicionar outra linha de produção maior, que pode triplicar a capacidade até o final do ano.

Confira a produção na página da fábrica de Matee no Instagram clicando aqui.

 

Seesp
Com informações da página brasileira Só notícia boa e da internacional Colossal.

Foto: Nzambi Matee com sua invenção, o tijolo de plástico reciclado. [African Magazine, reprodução do portal Só notícia boa]

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