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woman engineer97708Nesta terça-feira (23), comemora-se o Dia da Mulher Engenheira. As profissionais deste campo representam a luta das mulheres para ocupar funções que historicamente foram consideradas masculinas, por fatores unicamente culturais, carregados de discriminação e preconceitos. 

Em todo o País, são atualmente 960.888 engenheiros registrados no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Desses, cerca de 18% são mulheres (174.236). O índice, mesmo bastante aquém quando se pensa em igualdade de gênero, representa avanço na participação feminina nos últimos anos. 

“Embora as mulheres ainda tenham que lutar por espaço e representatividade, tem havido mudança", observou a presidente da Delegacia Sindical do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp), em Sorocaba, Fátima Blockwitz, entrevistada pela FNE por ocasião do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. 

Vale lembrar que, de 2016 a 2018,  o número de novos registros de mulheres passou de  13.772, em 2016, para 19.585, em 2018. Isso representou um avanço de 42% em curto período, aproximando a presença feminina no Brasil ativas no sistema para  quase 200 mil engenheiras.

Estudos realizados nos Estados Unidos, em 2017, chegaram à conclusão que apenas 14% dos engenheiros no mundo inteiro eram do sexo feminino, o que indica que a luta para entrar no mercado de trabalho nas áreas técnicas não é só brasileira.

Uma pesquisa mencionada pelo Instituto Mana, na ocasião, apontava ser quatro vezes menos provável que as alunas de cursos universitários se especializassem na área de computação ou em engenharia, mesmo tendo ótimas notas em matemática. "O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) já mostrou que, desde muito cedo, as meninas duvidam da própria capacidade em campos como a Matemática", observou o instituto.

Hoje, as mulheres procuram se organizar para defender seu espaço na área. É o caso do Instituto de Engenharia (IE) que, há quase três anos, promove e apoia o encontro mensal “Mulheres na Engenharia”, que tem uma rede com mais de 150 profissionais cadastradas.O grupo foi criado com o objetivo de valorizar a mulher na Ciência, Matemática, Engenharia, Tecnologia e Artes - STEAM. Os trabalhos tiveram início em 2017, com a parceria do IE com o DiscoverE, entidade americana que ajuda a unir, mobilizar e apoiar as comunidades dessas áreas e tem como foco instigar o público a descobrir o valor da educação nessas carreiras.

Instituições registram a data com debates sobre a condição da mulher engenheira, a exemplo do Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal do Ceará, que promove uma roda de conversa entre profissionais e estudantes mulheres da área, no formato de videoconferência, às 19h, via YouTube. 

A FNE dedica espaço em seu jornalismo a registrar a luta e as contribuições das mulheres na engenharia, além de levar a luta das engenheiras ao coletivo de Mulheres da CNTU, voltado a discutir a condição da mulher no sindicalismo brasileiro. Neste dia comemorativo, aproveitamos para reforçar o que as engenheiras nos dizem sobre os avanços e os desafios da profissão no Brasil. Confira.

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