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 Em fase final de construção no interior de São Paulo, o Sirius é um equipamento de última geração que produz radiação síncrotron.

Imagem aérea do prédio do Sirius, feita em meados de junho Renan Picoreti – Divulgação LNLS / CNPEImagem aérea do prédio do Sirius, feita em meados de junho Renan Picoreti – Divulgação LNLS / CNPEEle é formado por três aceleradores de partículas – no caso, elétrons – das quais se extraem feixes muito concentrados de uma luz especial capaz de penetrar profundamente até em materiais muito densos e produzir imagens nítidas de sua estrutura microscópica. Em construção desde 2014 no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a 15 quilômetros de Campinas, o Sirius está sendo instalado em um prédio especial de 68 mil metros quadrados, isolado das vibrações e da temperatura do exterior.

Quando estiver em funcionamento, também permitirá reconstituir o movimento de fenômenos químicos e biológicos ultrarrápidos que ocorrem na escala dos átomos e das moléculas, importantes para o desenvolvimento de fármacos e materiais tecnológicos, como baterias mais duradouras.

De modo simplificado, isso significa que o acelerador permitirá extrair dos elétrons viajando a quase 300 mil quilômetros por segundo feixes muito concentrados de uma luz que penetra profundamente até em materiais densos, como rochas, e permite produzir imagens nítidas de pontos distantes entre si poucos nanômetros (milionésimos do milímetro). Seu brilho intenso deve diminuir de horas para segundos o tempo para obter as imagens das amostras, algo importante no estudo de materiais biológicos, que se degradam rapidamente. A redução do tempo para produzir cada imagem deve permitir obter um número maior delas por segundo e reconstituir o movimento de fenômenos muito rápidos do mundo dos átomos e das moléculas, como a interação entre dois compostos ou a movimentação de íons na carga e descarga de baterias.

Projetado pelas equipes do do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Sirius substituirá o UVX, a primeira fonte de luz síncrotron do hemisfério Sul, construída nos anos 1990 e hoje não mais competitiva. Cerca de 90% de suas peças foram desenvolvidas nas oficinas do LNLS ou desenhadas ali e produzidas por empresas brasileiras de alta tecnologia.

Fonte: Fapesp

 

 

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