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De acordo com Marcos Cintra, qualquer país que paralisa seus investimentos em ciência e tecnologia dificilmente conseguirá recuperar seu espaço perdido nessas áreas

Os agentes do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) enfrentam atualmente tanto os desafios de conscientizar a sociedade e os tomadores de decisão sobre a importância do financiamento dessas atividades, como também de aumentar seus impactos social, econômico e intelectual. A avaliação é do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Marcos Cintra, feita na cerimônia de abertura da primeira edição deste ano do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

O encontro, que terminou na última sexta-feira (10), reuniu em São Paulo (SP) representantes das fundações de amparo à pesquisa (FAPs) de 25 estados e do Distrito Federal, com o objetivo de debater o financiamento à pesquisa no País e o aumento da cooperação internacional. Para Cintra, ainda não há uma clara percepção no Brasil da importância da CT&I para o desenvolvimento econômico e social da nação.

“Passamos por um momento de extrema dificuldade do ponto de vista econômico e me parece que a ciência e a tecnologia estão sendo jogadas na vala comum de outros setores, como o de transporte e infraestrutura, que demandam investimentos que podem ser postergados, sem prejuízos no resultado final”, afirmou o presidente da Finep.

De acordo com Cintra, qualquer país que paralisa seus investimentos em ciência e tecnologia dificilmente conseguirá recuperar seu espaço perdido nessas áreas. “O mundo está avançando. Se perdermos a visão da fronteira tecnológica mundial, estaremos fadados a ser meras colônias do ponto de vista científico e tecnológico e caudatários no processo de desenvolvimento econômico”, completou.

Gap tecnológico

Conforme os dados apresentados pelo diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo (CTA) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Pacheco, o Brasil tem aumentado seu gap tecnológico em relação ao mundo. A produtividade do País no período de 1990 a 2014 teria crescido apenas 4%. “É absolutamente impossível conseguir atingir uma trajetória sustentável de crescimento sem que a produtividade do País cresça”, alertou.

Segundo ele, o fator determinante para o crescimento da produtividade é a inovação tecnológica, que demanda um forte investimento não só nessa área, como também em ciência e tecnologia.

Desafios

Um dos principais desafios apontados pelos participantes do evento para aumentar os impactos social, econômico e intelectual da CT&I produzidas no País é aumentar a interação entre governo, empresas e organizações. “As empresas têm que ser atores decidindo o jogo, e elas querem ser e ter razões para inovação, mas as condições da economia brasileira não favorecem que façam isso”, avaliou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

Agência Abipti, com informações da Fapesp e Finep

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