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A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados estão empenhados na aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/2013 que cria a carreira de Estado para engenheiros, arquitetos e agrônomos em todos os níveis de governo (federal, estadual e... • Leia mais...

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Engana-se quem acredita que construir entidades representativas não necessite de grandes causas. A FNE teve quatro marcos importantes nos últimos 40 anos:

1) O 1º Encontro Nacional de Sindicatos dos Engenheiros (Ense), em Gramado (RS), em dezembro de 1980. Reuniu 11 sindicatos de engenheiros e conclamou a categoria para a defesa do salário mínimo profissional e da engenharia nacional, pelas liberdades democráticas e a convocação da Assembleia Nacional Constituinte. Redigiu a famosa Carta de Gramado, símbolo de todo um caminho a trilhar.

2) A participação da FNE em 1986 no processo constituinte rumo à conquista do capítulo inédito de Ciência e Tecnologia da Constituição Federal. Essa vitória teve repercussão e influência em todas as constituintes estaduais e centenas de municipais nos anos seguintes.

3) O 5º Ense, em Belém (PA), de 26 de junho a 1º de julho de 1988, quando se abriu um longo período de construção da democracia no País e fortalecimento do trabalho sindical junto à categoria dos engenheiros. Mantêm-se os sindicatos de engenheiros independentes das centrais sindicais e amplia-se a unidade das categorias nas negociações.

4) No VI Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse) em São Paulo, em setembro de 2006, lança-se o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que vai cobrir um período de luta em curso pelo crescimento e desenvolvimento inclusivo no Brasil.

Dentro desse papel permanente de pressionar e estimular os poderes públicos, a FNE, compreendendo seus limites e fronteiras, articula-se com outras categorias profissionais para criar, nesse mesmo ano de 2006, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). Será um marco no trabalho das camadas médias universitárias.

Na atual conjuntura, que requer solidariedade reforçada entre todos os sindicatos de engenheiros para manter a sua existência, unir a categoria e ampliar o diálogo social, é mais que necessária a luta pela retomada do desenvolvimento e da democracia. Implementar criativamente o projeto Brasil 2022 lançado pela CNTU, federações e sindicatos a ela filiados para as comemorações do Bicentenário da Independência e os cem anos da Semana de Arte Moderna estenderá a influência de nossas entidades na sociedade e trará novas energias.

Por sua vez, o desastre em curso da barragem de mineração da Vale S.A. em Brumadinho (MG), o segundo maior em termos ambientais de nossa história, do porte do que foi Chernobil, escancara o descaso e a irresponsabilidade de setores privados e públicos com a segurança ambiental e do mundo do trabalho. O desmonte irresponsável e o sucateamento programado no serviço público, como o fim do Ministério do Trabalho, e a falta de manutenção e fiscalização das obras públicas farão com que continuem a acontecer essas grandes tragédias.

Esse movimento de pensar grande os sindicatos, a FNE e a CNTU foi decisivo nestes 40 anos para chegarmos nesta inflexão da vida onde agora o próximo ciclo dependerá da capacidade de renovação e reinvenção de nossas entidades. Vale a pena ousar!

Allen Habert é diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU)

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