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O parque brasileiro de infraestruturas em ciências, tecnologia e inovação é relativamente novo. Segundo mapeamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 56,7% dessa infraestrutura foi constituída nas últimas duas décadas. Apesar das consequências da crise econômica e os recorrentes cortes orçamentários, demandas por inovações crescem em setores específicos e incentivam a criação de laboratórios para pesquisa e desenvolvimento.

 É o caso do Prova, Laboratório de Inovação do Varejo, que, para atender a necessidade de modernização do setor, foi elaborado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em conjunto com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Localizado no Shopping Frei Caneca, em São Paulo (SP), o espaço oferece diversas atividades gratuitas, como palestras e capacitações aos profissionais do setor, voltadas ao uso de tecnologia e automação e inovações em processos, e serviço de mentoria e consultoria. Para participar, basta o varejista se inscrever pelo site do laboratório (www.provalab.com.br).

As salas são disponibilizadas para reuniões, além de um espaço de coworking aberto ao público. Desde a inauguração, em junho de 2018, mais de 900 pessoas já participaram da agenda do Prova, surtindo resultados para mais 1.400 empresas.

“A eclosão do e-commerce, a crise econômica e a mudança no perfil do consumidor são o que empurra o setor para se reinventar”, afirma Valter Pieracciani, diretor do projeto e CEO da empresa Pieracciani, que montou o projeto e o opera há dois anos. O engenheiro atesta que uma indústria 4.0 só funciona com um varejo “também 4.0, rápido, flexível e inteligente”, modelo que é a proposta do laboratório.

Parte do projeto é também um acelerador de startups. O programa seleciona quatro startups para ficarem residentes no laboratório por seis meses. A Purple é uma delas, um e-commerce de vinho que se tornou a primeira “loja conceito”, formato que expõe a marca e aproxima o cliente, montada pelo Prova.

A loja foi criada com base no conceito de omnichannel, que é a integração do ambiente online com o offline. Nela, o consumidor pode adquirir o vinho escolhendo o que gosta ou não no sabor, por meio de um aplicativo num totem interativo. A partir da informação, luzes iluminam as garrafas correspondentes nas prateleiras. Para Pieracciani, a experiência da compra é a principal revolução do setor. “As pessoas querem mais do que adquirir um produto, elas querem descobrir algo, querem conhecimento”, afirma.

 

Atendimento à população

Outra crescente demanda por soluções inovadoras está nos hospitais. É o que aponta o professor coordenador do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Idea) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Eduardo Giugliani. Para ele, é indispensável compreender que o desenvolvimento de inovações é um esforço na solução de problemas, e isso está cada vez mais presente no setor hospitalar.

Foi nesse cenário que a PUC-RS, por meio do parque tecnológico da universidade, o Tecnopuc, implantou o projeto Laboratório de Engenharia de Usabilidade de Produtos para a Saúde (Usalab). O propósito é a oferta de uma estrutura laboratorial voltada ao desenvolvimento de produtos para saúde, com vistas ao cumprimento das normativas e à consequente melhoria da qualidade, competitividade e garantia da segurança.

Desde 2015, o Usalab trabalha no teste, melhorias e desenvolvimento de equipamentos como aparelhos, materiais e softwares para a área da saúde. Um dos projetos de sucesso é o monitor de sinais vitais multiparamétrico para triagem, o Smartcheck, que possui leitor de código de barras para capturar automaticamente informações do registro médico do paciente, além de comunicação com prontuário eletrônico via wi-fi.

Para Giugliani, o impacto social causado pelo Usalab é grande. Ele destaca: “Aprimora a qualidade dos produtos para a saúde desenvolvidos no País, estimulando os ensaios numa fase de pré-mercado, aumentando a segurança e reduzindo a probabilidade de eventos adversos.”

Na mesma linha, caminha o Gnova, laboratório de inovação em governo, uma iniciativa do então Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), em 2016, a partir de experiências com o laboratório dinamarquês MindLab. Sediado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília (DF), o Gnova promove atividades de experimentação, prospecção e disseminação de inovações no setor público, voltadas à melhoria da prestação de serviços aos cidadãos e à promoção da cultura e da prática da inovação na gestão pública, conforme destaca a líder de projetos Elisabete Ferrarezi.

Por meio de editais, são selecionados bolsistas para desenvolver pesquisas e protótipos relacionados à agenda do governo. Entre eles está um aplicativo do Sistema Único de Saúde (SUS) para marcação de consultas na atenção básica, em parceria com o Ministério da Saúde; e a digitalização do Diário Oficial da União, que resultou em um documento com formas de uso atuais do veículo e possibilidades de melhorias.

“Uma das principais diretrizes do Gnova é contribuir para mudar o modo como governos se relacionam com os cidadãos na oferta de serviços públicos”, ressalta Antônio Claret, coordenador-geral de inovação do projeto. Outro benefício em potencial que ele destaca é o ganho em eficiência nos gastos, “decorrente de inovações tanto na oferta de serviços quanto na simplificação de processos”.

O laboratório promove ainda os “Gnpapos”, exposições e debates presenciais com inovadores, transmitido também pelo Youtube, com o objetivo de explorar temas como inteligência artificial aplicada à gestão, computação em nuvem, entre outros.

 

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