Imprimir

Instância máxima de deliberação e discussão da federação, o X Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse) reuniu representantes dos 18 sindicatos filiados à entidade, de Norte a Sul do País. Ao encerramento, esses elegeram por esmagadora maioria a nova diretoria da FNE para o triênio 2019--2022. De 191 delegados, apenas três votaram nulo e seis, branco. Noventa e cinco por cento deram seu aval à chapa encabeçada por Murilo Pinheiro, reeleito presidente da federação. O início da gestão será em 16 de março do próximo ano.

O anúncio da vitória foi feito durante plenária no mesmo dia do pleito, sob coordenação de Sebastião Fonseca, relatoria e secretaria de José Ailton Ferreira Pacheco, Manuel Vieira e Thereza Neumann, diretores da FNE. No ensejo, foi discutida e aprovada a Carta do X Conse (https://goo.gl/hjX3Ts), que aponta ações e desafios a serem enfrentados à valorização da engenharia rumo à retomada do desenvolvimento. As medidas essenciais, fruto dos debates realizados durante o congresso – que se iniciou no dia 13 –, estão sintetizadas em 16 pontos do documento. Entre eles, mudança na política econômica de forma a estimular a indústria, a produção e o trabalho sustentáveis; retomada urgente das obras paralisadas; volta dos investimentos públicos e do papel do Estado como indutor do desenvolvimento, ao que é crucial a revogação da Emenda Constitucional 95; preservação da Petrobras e da Eletrobras como empresas estatais; incentivo à indústria nacional, com forte investimento em pesquisa, ciência e tecnologia; defesa do saneamento básico público e revogação da MP 844/2018, visando garantir a universalização dos serviços, saúde pública e condições de vida digna a todos os brasileiros; combate à terceirização e revogação da Lei 13.467/2017, que suprimiu direitos históricos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e visa destruir as entidades sindicais que representam os trabalhadores; preservação da Embraer como empresa nacional; aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/2013, que cria a carreira pública de Estado e valoriza a profissão de engenheiro nos municípios, estados e União, bem como do Projeto de Lei 6.699/2002, que inclui como crime contra a saúde pública o exercício ilegal da profissão de engenheiro e agrônomo.

À plenária, foram ainda aprovadas 19 moções, entre elas as relativas à garantia de qualidade do ensino de engenharia; pela preservação da Companhia Docas do Estado de São Paulo, administradora do complexo portuário, como empresa pública e estratégica; e contra a venda da brasileira Embraer à americana Boeing (confira em https://goo.gl/1zftiL).
As ações indicadas pelos engenheiros vão ao encontro do programa de gestão da diretoria eleita da FNE. Seu plano de trabalho inclui acompanhamento dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, com atuação permanente em defesa dos interesses da categoria, da soberania nacional e da regulamentação profissional; defesa do salário mínimo profissional; continuidade e fortalecimento do movimento “Engenharia Unida”; incentivo à criação de possibilidades para que estudantes tenham condições especiais como pré-associados, aproximando os novos engenheiros das atividades sindicais; adoção de iniciativas que atendam a necessidades abrangentes da categoria, sob a forma de benefícios, assistência e serviços; e discussão de propostas para as diversas áreas que envolvam a engenharia e tecnologia, por meio do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Este último traz em sua nova edição como central a retomada da engenharia nacional para o País voltar a crescer (disponível em https://goo.gl/HdhKz7).

A chapa vitoriosa
Presidente – Murilo Pinheiro; vice-presidente – Antonio Florentino de Souza Filho; diretor administrativo – Carlos Bastos Abraham; diretor administrativo adjunto – Wissler Botelho Barroso; diretor financeiro – José Carlos Ferreira Rauen; diretor financeiro adjunto – Luiz Benedito de Lima Neto; diretor de Relações Internas – José Luiz Bortoli de Azambuja; diretor operacional – Flávio José Albergaria de Oliveira Brízida; diretor de Relações Institucionais – Manuel José Menezes Vieira; diretores regionais – Marcos Luciano Camoeiras Grancindo Marques (Norte), Modesto Ferreira dos Santos (Nordeste), Antonio Carlos Soares Pereira (Sudeste), Gerson Tertuliano (Centro-Oeste) e Edson Kiyoshi Shimabukuro (Sul); diretores de Departamentos – Tadeu Ubirajara M. Rodriguez (Negociações Coletivas Nacionais), Maria de Fátima Ribeiro Có (Assuntos do Exercício Profissional); José Ailton Ferreira Pacheco (Relações Acadêmicas); José Luiz dos Santos (Relações Internacionais); diretores representantes na Confederação – Sebastião Aguiar da Fonseca Dias (titular) e Disneys Pinto da Silva (suplente); conselheiros fiscais – Antonio Ciro Bovo, Fernando Palmezan Neto e Robson de Castro Teixeira (efetivos) e Francisco Wolney Costa da Silva e José Murilo Moura dos Reis (suplentes)