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Cresce Brasil

Nesta edição, Engenheiro traz um panorama dos desafios colocados à categoria e aos trabalhadores em geral. Em matéria de capa, as consequências da crise econômica sobre osetor da construção. Somente entre janeiro de 2015 e igual período deste ano,perderam-se 811 mil postos de trabalho nessa área e R$ 63 bilhões de investimentos.

A Operação Lava Jato, como é chamada a maior investigação de corrupção e de lavagem de dinheiro que o País já teve notícia, completou em março três anos de sua deflagração. Vale lembrar que ela é decorrente das investigações encetadas no âmbito do escândalo do mensalão, que teve como desfecho as condenações de caciques do PT, do PTB, do PP, entre outros, graças à pressão da sociedade, tendo em vista que o processo “dormia em berço esplêndido” no Supremo Tribunal Federal, correndo o risco de prescrição.

Primeira grande ação unificada, o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a reforma da Previdência, em 15 de março, demonstrou a força da classe trabalhadora. No dia 21 do mesmo mês, o presidente Michel Temer chegou a excluir de seu alcance servidores estaduais e municipais – decisão revista no dia 27, quando anunciou que se as localidades não fizerem suas próprias reformas em seis meses, tais atores serão “contemplados” na proposta do Executivo Federal.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) comemorou, em 2013, a igualdade de gênero no número de cientistas brasileiros; dos cerca de 128,6 mil pesquisadores metade eram mulheres. Mas a predominância feminina ainda ficava em áreas como fonoaudiologia, enfermagem e serviço social, nas quais representam 80% do contingente. Em física e engenharias, elas não ultrapassavam 20%.

Um dos segmentos que mais tem sido impactado pela crise econômica, a construção civil perdeu mais de 1 milhão de trabalhadores de 2014 até final de 2016 – entre eles, profissionais de nível superior como os engenheiros. Quem informa é José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

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O polêmico Projeto de Lei 4.302, enviado ao Congresso Nacional em 1998 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, foi – após 19 anos e sem levar em consideração as contestações do movimento sindical – aprovado em regime de urgência pela Câmara dos Deputados em 22 de março último, por 231 votos a 188. Até o fechamento desta edição, o texto aguardava sanção presidencial. Uma das entidades que estiveram à frente da luta contra a matéria que regulamenta a terceirização nas atividades meio e fim, na iniciativa privada e no serviço público foi a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). Para seu presidente, Germano Silveira de Siqueira, a medida significará o rebaixamento de salários e condições laborais dos trabalhadores brasileiros. “Hoje são 12 milhões de terceirizados, contra 35 milhões de contratados diretamente, números que podem ser invertidos com a aprovação desse texto. Caminhamos para o empobrecimento do País.”

Em meio à turbulenta situação político-econômica por que passa o País, a notícia do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), o primeiro controlado integralmente por empresas públicas brasileiras, em banda Ka (alta capacidade), merece ser comemorada. Em termos estratégicos, trata-se de um importante salto tecnológico em diversos segmentos.

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