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Para agir corretamente nos dias de hoje é preciso equilibrar o tripé com a defesa da democracia, o respeito às instituições e a exigência de medidas emergenciais que aliviem o sufoco do povo.

Mas o estardalhaço das redes sociais e o apelo desenfreado às ruas tiram o foco das questões que dão fundamento à crise e daquelas que dizem respeito aos interesses dos trabalhadores e do povo.

equlbroQual dirigente sindical, qual ativista, qual trabalhador pode acompanhar as tratativas e negociações a respeito do orçamento nacional e o uso de suas emendas pelos parlamentares? Qual de nós pode afirmar, com conhecimento de causa, a quantas andam a MP 905, as PECs governamentais, as reformas tributária e administrativa? E como estão a retomada do crescimento e a criação de empregos?

Os dirigentes sindicais têm razão ao confirmar sua defesa da democracia e seu respeito às instituições. Mas, em se tratando dos interesses dos trabalhadores e do povo, devem também fazer finca-pé em medidas imediatas capazes de aliviar a angustiante situação de todos, acossados também pelo frenético pânico mundial do coronavírus.

No Congresso Nacional, além daquelas pautas já citadas e das negociações sobre o orçamento deve se destacar a discussão sobre a política de valorização do salário mínimo e o encaminhamento da PEC 196, de interesse das direções sindicais.

Razão tem o presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, quando em reunião com o prefeito Bruno Covas e seu secretariado apresentou uma proposta de luta contra o desemprego e tem se posicionado nas redes sociais e nos sites em defesa do fortalecimento do SUS, de medidas capazes de diminuir as escandalosas filas nos postos do INSS e de sanear o empoçamento dos benefícios do Bolsa Família.

Neste mesmo diapasão os dirigentes sindicais Ricardo Patah e Luiz Carlos Motta (que também é deputado federal) têm desenvolvido ações em suas bases para esclarecimento da epidemia do coronavírus e sua prevenção no dia a dia dos comerciários.

Sem estas preocupações e sem estas iniciativas a defesa, correta, da democracia e da vida institucional fica capenga desequilibrando o tripé.

João Guilherme Vargas Nettoé analista politico e consultor sindical da FNE

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