sociais

logos

Cresce Brasil

A Extensão Universitária (ou Extensão Acadêmica) é “considerada”, particularmente, no Brasil, conforme dispõe o artigo 207 da Constituição Federal, um dos pilares da Formação Universitária, conjuntamente com o Ensino e a Pesquisa, uma vez que se proclama, invariavelmente, a “indissociabilidade” entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

Porém, há muitas dúvidas, senão controvérsias, efetivamente, ou enganos, eventualmente, quanto a quais atividades acadêmicas estão, de fato, relacionadas com a Extensão, talvez, em decorrência, eventualmente, de interpretações no entorno do entendimento (ou real significado) sobre a “autonomia” universitária, garantida, também, pela lei em referência.

Seja como for, independentemente de condicionamentos, a Extensão Universitária (ou, apenas, Extensão) deve ser tomada como atividade acadêmica que venha articular o Ensino e a Pesquisa, dentro e fora da Universidade, viabilizando a necessária relação real, efetiva e válida entre a Universidade e a Sociedade.

Muito simplesmente, então, pode ser o entendimento sobre Extensão quando relacionada à Universidade; senão, acompanhe o raciocínio a seguir considerado, qual seja:

(a) a Universidade em visita ao mundo real (seja interno ou externo) se inteira sobre os necessários problemas apresentados pela Sociedade;

(b) a Universidade de posse de semelhantes informações passa a realizar a Pesquisa de eventuais soluções dos problemas demandados conforme o conhecimento que possui;

(c) com as supostas soluções oriundas da Pesquisa (e de eventuais novos conhecimentos gerados pelos correspondentes estudos realizados) a Universidade volta ao mundo real e as submete aos requerentes, repetindo semelhante procedimento até que os envolvidos no processo reconheçam, em consonância, como solução de fato os resultados da Pesquisa realizada pela Universidade;

(d) reconhecida pela Sociedade a solução apresentada a Universidade repassa sob a forma de Ensino aquelas soluções dos problemas encontrados (transformadas em conhecimento) para seus Acadêmicos, ampliando as possibilidades de aquisição de outros conhecimento por consequência direta ou indireta;

(e) no dia seguinte, a Universidade volta ao mundo real e pergunta novamente à Sociedade quais são os problemas a resolver e se desencadeia todo o processo novamente.

Assim, acontece a Extensão Universitária: Extensão - Pesquisa - Extensão - Ensino - Extensão - Pesquisa - Extensão - Ensino - Extensão - ... , dentro e fora da Universidade.

Assim entendendo a Extensão não há muito que cogitar ou questionar senão fazer Extensão. A Universidade deve compor parte da Sociedade, do mundo real, do mundo dos problemas a resolver. Não estando na Sociedade, não entendendo a Sociedade ou não se comprometendo com os problemas e os desafios da Sociedade, a Universidade não compreenderá a Extensão, não fará Extensão, não conseguindo cumprir uma de suas obrigações precípuas.

Mas, a Extensão se faz interna na Universidade e externamente à Universidade, pois a Extensão está associada à razão de que o conhecimento gerado deve necessariamente possuir intenções de transformar a realidade de todas as Pessoas da Sociedade (sejam elas ligadas diretamente à Universidade ou não).

Da Extensão Cursos para seus próprios Acadêmicos à Extensão Produtos, Serviços ou Processos para a Sociedade; da Extensão Sociedade à Extensão Universidade, a Extensão deve ser concebida como “mão dupla” entre a Universidade e a Sociedade para o desenvolvimento simultâneo e contínuo da Comunidade Universitária e da Sociedade na qual a Universidade está inserida.

No sentido aqui defendido, de pouco adiantará a Extensão da Universidade na Sociedade, se não houver uma relação bidirecional mediada pelo mútuo desenvolvimento da Universidade e da Sociedade. Logo, a inserção da “Dimensão Acadêmica” da Extensão na formação dos Acadêmicos e na construção do conhecimento é primordial, também, para a efetivação da Extensão.

Assim sendo, os chamados Cursos de Extensão Universitária são imprescindíveis para a real “indissociabilidade” entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Na medida em que se intensificam os Cursos de Extensão Universitária mais e mais são ampliadas as possibilidades da Extensão Universidade à Extensão Sociedade e da Extensão Sociedade à Extensão Universidade.

A Extensão por meio de Cursos dentro da Academia possibilita aos Acadêmicos capacitação imediata para resolver problemas próximos da Sociedade muito antes da conclusão de suas Graduações além de favorecer a “expertise” que transcende, em muito, a filosofia ou as plataformas metodológicas de qualquer bom PPC (Projeto Pedagógico de Curso) que, na maioria das vezes, é reformulado muito tardiamente em relação às Tecnologias (e às necessidades) que se apresentam na Sociedade de forma livre e intensificada a cada dia. Além do mais, associando-se, fortemente, à concepção da “indissociabilidade” entre Ensino, Pesquisa e Extensão, a Extensão deveria ser tomada como componente obrigatório na prática Docente nas Universidades.

Entendendo, todavia, a “expertise” com significado de “experiência, perícia, especialização” que reúne conjunto de habilidades, competências e conhecimentos adquirido com base no estudo de um assunto e a capacidade de aplicar tal conhecimento, os Cursos de Extensão Universitária para Acadêmicos (da própria Universidade), centrados em experiências e práticas necessárias exigidas pelo mundo real, permitem possibilitar aos futuros profissionais distinção em diversos outros campos de atuação além dos limites “propedêuticos” pretendidos pelo particular PPC.

A Extensão Universitária interna na Universidade, conforme aqui pensado, é promotora do desenvolvimento de outras habilidades e competências para executar atividades profissionais além daquelas restringidas pelos Currículos de quaisquer Cursos Universitários. A Extensão constitui, por si só, agente de Inovação que obriga transformação pelo acréscimo de conhecimento extemporâneo e segundo necessidades além dos paradigmas institucionalizados.

Artigo escrito por Carlos Magno Corrêa Dias, conselheiro efetivo do Conselho das Mil Cabeças da CNTU, conselheiro sênior do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) do Sistema Fiep, líder/fundador do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Científico em Engenharia e na Indústria (GPDTCEI), líder/fundador do Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência (GPLFC), coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior do CPCE do Sistema Fiep, personalidade empreendedora do Estado do Paraná.

Adicionar comentário


logoMobile