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Cresce Brasil

Caminhar de pé

 

Por João Guilherme Vargas Netto

11/10/2018

 

A maioria dos dirigentes sindicais referenciados pela agenda unitária e pelas propostas dos candidatos tomou partido para o segundo turno e apoia Haddad na disputa presidencial.

Esse apoio ficou patente com a publicação de uma carta assinada por sete presidentes de centrais sindicais explicando porque a classe trabalhadora deve eleger Haddad. A carta foi entregue ao candidato juntamente com a agenda prioritária de 22 pontos.

Ilustração publicada originalmente pelo site do CEBIIlustração publicada originalmente pelo site do CEBINa batalha eleitoral pela vitória é essencial a busca de votos. Preocupações abstratas e denúncias genéricas, tais como o fascismo de Bolsonaro, a busca do centro e os arreganhos do “mercado”, embora pertinentes, não conquistam votos e não consolidam posições na massa do povo.

Mesmo a denúncia das ameaças aos direitos deve ser feita de maneira contundente e personalizada; Bolsonaro quer as mulheres discriminadas, agredidas, com menos salários e trabalhando em condições insalubres.

Haddad já anunciou posições políticas e simbólicas positivas, como o abandono da esdrúxula proposta de Constituinte, a demonstração de não subordinação ao ex-presidente Lula e a utilização do verde e amarelo nas propagandas. Mas isto só não basta.

É preciso que Haddad, Manuela e seus apoiadores falem com a massa pobre do eleitorado de milhões de desempregados, desiludidos e trabalhadores informais e nisto as direções sindicais podem ajudar. As propostas devem ser concretas e significarem mudanças palpáveis na vida destes brasileiros desesperados.

Aumento do Bolsa Família incorporando nele uma décima terceira prestação (ainda que já proposto pelo adversário mas que elimina para tanto o abono salarial), subsídio às prefeituras das grandes cidades para o passe livre do desempregado, limpeza do nome no SPC (genial proposta do aliado Ciro), fortalecimento do SUS para atendimento imediato, isenção do imposto de renda para os mais pobres e uma verdadeira Lava-Jato contra o banditismo são ideias e propostas capazes de falar com os de baixo e de serem ouvidas por eles.

O movimento sindical deve exigir sua participação efetiva (além da CUT, mas contando com ela) na condução da campanha juntamente com os aliados de sempre e com os novos aliados que não são meros apoiadores.

A Física nos ensina como é difícil vencer a lei da gravidade, mas como não é impossível. A Humanidade caminha de pé, aos tropeções, mas caminha.

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical da FNE

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