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Imagine se alguém exigisse que o movimento sindical, para demonstrar sua unidade, apresentasse em cada estado uma única chapa de candidatos para as próximas eleições recomendando que os trabalhadores digitassem na urna eletrônica os mesmos 19 algarismos em uma mesma sequência e mais os seis toques de confirmação.
À loucura desta ideia seria acrescentado o seu ridículo.
Centrais SindicaisCentrais SindicaisA democracia impede que isto seja feito porque os trabalhadores (e o movimento sindical que os representa por categorias inteiras) têm várias sensibilidades políticas e preferências partidárias diversas.
Para os cargos legislativos a demonstração é evidente havendo em todo o Brasil mais de 25 mil candidatos diferentes podendo as escolhas serem as mais diversificadas e se mantém nas eleições majoritárias apesar do afunilamento das opções.
Mas há uma exigência unitária que pode e deve ser cumprida: o movimento sindical pode e deve defender sua pauta unitária, sua agenda prioritária de 22 pontos com os quais aquilata e valoriza seu apoio aos candidatos tornando-a, por ser unitária e coerente com seus interesses, a pedra de toque de sua escolha e de sua propaganda.
Vejamos a eleição presidencial. A cúpula do movimento se dividiu no apoio a candidaturas compatíveis com a simpatia e a obediência à agenda unitária e à sua sensibilidade e experiência (isto é um desejo e um desafio) e esta divisão eleitoral eventual e momentânea ao invés de enfraquecer a pauta unitária a fortalece. Para tanto é preciso que se trabalhe com a ideia de um campo de forças favorável aos trabalhadores e se acredite no poder democrático do voto (que não deve em suas disputas ultrapassar os limites da lealdade, sem fogo amigo e sem baixarias).
Um teste decisivo para a escolha da chapa e dos 19 algarismos a serem digitados pode ser a seguinte pergunta: o candidato dispõe-se a apoiar a revogação da lei trabalhista celerada e a trabalhar efetivamente, se eleito, para isto?
Feita uma pergunta equivalente em todos os itens da agenda unitária e composta uma chapa (e uma cola) a partir das respostas pertinentes – que cem flores floresçam!

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical da FNE

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