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Na semana passada houve três reuniões importantes para os rumos do movimento sindical. Nenhuma delas foi sequer mencionada pela mídia grande.

Na terça-feira, dia 17, o Fórum Sindical dos Trabalhadores realizou em São Paulo um encontro preparatório do projetado Congresso Nacional dos Trabalhadores que deverá acontecer em agosto, na Praia Grande. No encontro os dirigentes das confederações dos trabalhadores aprovaram a pauta mínima que irá ajudar na escolha de candidatos alinhados às bandeiras populares e trabalhistas, com destaque para a resistência à lei trabalhista.

Na quarta-feira, dia 18, as direções de sete centrais sindicais reunidas em Curitiba aprovaram a pauta unitária de oito pontos para as comemorações do 1º de maio e organizaram o ato unitário de solidariedade a Lula a ser realizado às 14h na Praça Santos Andrade em Curitiba.

E na sexta-feira, dia 20, os dirigentes metalúrgicos reuniram-se no sindicato em São Paulo (com a presença de representantes do sindicato dos engenheiros de São Paulo e do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro) na mais recente iniciativa do Brasil Metalúrgico.

Depois que o anfitrião, Miguel Torres, deu início à reunião todos os presentes se apresentaram e foi então constatada a representatividade do evento com dirigentes sindicais de todo o Brasil e de todas as expressões do movimento.

O companheiro Airton, do Dieese, apresentou um balanço parcial e consolidado das negociações coletivas do setor no ano passado destacando as dificuldades enfrentadas durante todo o período para evitar perdas salariais e para resistir às investidas do patronato.

A ordem do dia prioritária da reunião tratava exatamente do planejamento das campanhas salariais em 2018, ano eleitoral e de Copa do Mundo, com a insegurança decorrente da lei trabalhista celerada e em uma conjuntura econômica de retomada lenta, instável e desigual que não avançou na criação de empregos formais, mas já garantiu ganhos reais em 90% dos acordos e convenções no primeiro trimestre do ano em curso.

Foram apontadas inúmeras cláusulas ligadas à saúde dos trabalhadores a serem incorporadas nas negociações e confirmou-se o empenho estratégico na busca de um contrato coletivo nacional, o que será debatido em uma plenária nacional a ser agendada.

Para materializar a solidariedade às lutas no setor marcou-se a próxima reunião do Brasil Metalúrgico, em maio, no Rio Grande do Sul onde os sindicatos terão as próximas datas-base.

Nas campanhas e negociações de 2018 quatro são os eixos naturais:

1- Resistência à aplicação da lei trabalhista e denúncia da insegurança criada por ela e pela medida provisória que caducou;
2- Conquista de aumento real de salário;
3- Defesa do emprego e garantia de estabilidade para os empregados;
4- Fortalecimento da ação sindical.

As três reuniões confirmam, cada uma a seu modo, a orientação estratégica unitária para as lutas e para a organização do movimento sindical.

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical da FNE

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