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Toda luta, prolongada ou não, deve ter um objetivo claro que a orienta. Cada campanha, levando em conta os recursos disponíveis, deve ter metas bem precisas e capazes de balizar o seu curso.

Assim deve ser a luta contra a deforma previdenciária e a campanha para retirá-la da pauta congressual.

As cúpulas do movimento sindical – centrais e confederações – adotaram uma tática correta. A jornada de lutas contra a deforma deve dar vazão ao sentimento contrário da base e desenvolver ao máximo as iniciativas visando confortar os deputados e senadores aliados, esclarecer os indecisos e isolar dos adversários.]

Para isso servem, ao mesmo tempo, a visita ao presidente da Câmara (e depois, ao presidente do Senado), as recepções nos aeroportos, as reuniões com os parlamentares em Brasília e em suas bases eleitorais, assim como assembleias, passeatas, panfletagens, manifestações e paralisações localizadas.

O clima de desalento que tem tomado conta dos dirigentes governamentais e as contradições (até mesmo pré-eleitorais) em que se debatem, devem facilitar nosso trabalho, desde que saibamos explorá-las a nosso favor, sem ilusões ou oba-oba.

Não deve acontecer na batalha contra a deforma previdenciária o que aconteceu na luta contra a deforma trabalhista em que um grande empenho do movimento (com greve geral e ocupação de Brasília) não foi suficiente para sensibilizar a nosso favor a Câmara e o Senado, que votaram maciçamente contra nós.

A vitória é possível, mas é preciso ter claro o objetivo da luta e desenvolver de modo consequente a campanha que conduza a ela.

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical da FNE

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