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Tenho recomendado aos dirigentes sindicais que estão preocupados com a sobrevivência de suas entidades realizarem fortes campanhas de sindicalização.

Estas campanhas, na conjuntura atual, devem ser empreendidas junto com as eventuais campanhas salariais ou dissociadas delas e têm inúmeros objetivos, táticos e estratégicos, que se completam.

O primeiro deles é o de estar junto com as bases, organizando a resistência às deformas e, em particular, aos desarranjos provocados pela deforma trabalhista. Sindicalizaremos porque os trabalhadores verão nas nossas demandas por novos associados o fortalecimento de suas próprias condições de resistência.

A sindicalização também reforçará o papel do sindicato, renovando o seu quadro de ativistas e dando resposta coletiva às preocupações e temores individuais dos trabalhadores.

A melhor maneira de valorizar o sindicato agora é a busca de associados e a melhor resposta ao indesejado enfraquecimento sindical é a adesão renovada dos trabalhadores.

Na representação sindical não deve haver uma muralha da China entre associados e não associados, mas um esforço tempestivo de engrossar as fileiras dos sindicalizados.

Mas é preciso que as direções saibam que encontrarão um clima de incompreensão e mesmo de antipatia a sua ação em suas próprias bases. Ambas, a incompreensão e a antipatia, são decorrentes da própria crise, do medo e da desorientação provocados por ela e da poderosa campanha antissindical desencadeada pela mídia (televisão, rádio, jornais e mídias sociais) que ecoa a estratégia da deforma trabalhista: o individualismo e o salve-se quem puder. O fim do imposto sindical, como é apresentado e valorizado por essas mensagens neoliberais, confunde o trabalhador já acossado pelo desemprego, arrocho salarial e suas dificuldades momentâneas.

Recomendo, com ênfase, que ao planejar a campanha de sindicalização as direções associem-na à oferta de produtos e serviços vantajosos e necessários aos trabalhadores, de tal forma que o apelo “ideológico” seja associado ao atendimento de “interesses” legítimos.

As grandes campanhas de sindicalização não podem ser apenas campanhas de esclarecimento e mobilização; devem ser também campanhas que ofereçam e produzam resultados imediatos para as categorias e agreguem valor à ação sindical.

João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical da FNE

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