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Somente um jornalão, o Globo, adotou até agora o partido editorial de analisar casos concretos de pessoas que sofrerão modificações para pior com as novas regras previdenciárias previstas na reforma pretendida pelo governo e encaminhada ao Congresso, ainda que isto contrarie sua linha editorial que é francamente favorável à reforma.

Todos têm a percepção de perdas e arrocho, até mesmo os defensores das medidas, mas a análise de casos concretos personaliza o estrago e o dramatiza.

O pacote propõe uma reforma ampla, detalhada em seus vários aspectos, que prejudica, ao mesmo tempo, a base da pirâmide e o seu miolo, os mais jovens e todo mundo, exceto os rentistas da previdência privada.

A PEC da reforma previdenciária, no entanto, tem que ser votada no Congresso, começando pela Câmara dos Deputados. Cada ponto será discutido e poderá ser modificado (para melhor, porque piorar é muito difícil).

Muito bem fizeram as direções sindicais quando, após a irrelevante reunião com o presidente da República e sua equipe, já começaram a articular apoios na Câmara e no Senado, apesar do pandemônio brasiliense desses dias.

Em São Paulo todas as centrais sindicais reunidas no DIEESE começaram a elaborar a estratégia unitária de resistência a ser aplicada segundo as experiências de cada uma delas e que já começa a ser executada.

A luta a ser travada se dará em dois terrenos e com diferentes ritmos: na base, para organizar e mobilizar a resistência de milhões e no Congresso Nacional para barrar a proposta ou evitar o pior.

Sugiro que cada direção sindical preocupe-se desde já (mesmo durante as festas, as férias e recessos) com a produção de materiais de esclarecimento, de unificação de propósitos e de mobilização, adotando a estratégia de O Globo que citei.

Em cada categoria podem ser escolhidas três ou mais pessoas que representem “tipos” de profissionais (incluindo sempre mulheres), quantificando-se suas perdas e novas exigências.

Estes materiais, com a cara dos tipos escolhidos, servirão para percolar (filtrar bem, gota a gota, sob pressão) na base e no Congresso os efeitos funestos da reforma personalizando e dramatizando a sensação difusa de agressão e perda.

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